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Oposição queria mais do que simples relatório de João Lourenço
Os Deputados pela bancada parlamentar da UNITA protestaram com máscaras pretas e cartões vermelhos o discurso sobre o Estado da Nação proferido na Assembleia Nacional nesta quinta-feira, 15 de Outubro de 2020, durante a Sessão Plenária Solene de abertura do Ano Legislativo.

O Presidente da República que pela quarta vez discursou no hemiciclo discorreu sobre vários aspectos da vida do país, desde a situação da pandemia, passando pelos aspectos políticos, económicos, financeiros, sociais, culturais e diplomáticos.

Contra as expectativas da oposição em particular e da sociedade em geral, o Presidente João Lourenço negou-se a precisar o horizonte temporal em que as eleições autárquicas terão lugar no país, condicionando a sua realização à conclusão do Pacote Legislativo Autárquico.

Segundo João Lourenço, não é justo e correcto dizer-se que as eleições foram adiadas, porque não se adiam eleições que nunca foram convocadas, e não se convocam eleições sem que assentem numa base legal, sob pena de não serem consideradas válidas.

“Estamos todos interessados na realização dessas eleições que vão acontecer pela primeira vez em Angola, e que farão emergir um novo tipo de poder que, com certeza, vai aliviar em muito o peso da responsabilidade que hoje recai sobre o Estado, na resolução dos problemas quotidianos que afligem o cidadão na sua comunidade”, explicou João Lourenço, sublinhando que o Executivo, o Parlamento, os Partidos Políticos, a Comissão Nacional Eleitoral, a sociedade civil, todos temos tarefas por realizar para garantir o sucesso deste processo.

A reacção da oposição não se fez esperar.

A UNITA, CASA-CE, PRS, ouvidos em separados pela imprensa mostraram-se agastados com o facto de o Presidente não ter tido a coragem de dizer quando é que as primeiras eleições autárquicas terão lugar em Angola.

Nelito Ekuikui deputado pela bancada da UNITA disse que o discurso do Presidente da República foi controverso, não reflecte a realidade da vida das populações angolanas.

Para Albertina Navemba Ngolo, o Presidente da República fez a tarefa dos seus ministros. Relativamente às autarquias Navita Ngolo diz que o titular do poder executivo deveria ter dado um indicador para a realização das mesmas.

“Dizer que a Assembleia Nacional não terminou o pacote legislativo é desculpa de mau pagador”, afirma Albertina Ngolo, que se insurge contra o facto de o Presidente da república não ter apontado soluções para os problemas da falta de água potável, altos preços dos produtos da cesta básica.

“O cidadão não quer continuar a ver o seu rendimento taxado com o IVA, com o IRT. O Senhor presidente tem que aligeirar a vida dos cidadãos”, desabafou a deputada da oposição que acusa João Lourenço de subalternizar a Assembleia Nacional e a Justiça.


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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020