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GP da UNITA “pune” com cartão amarelo o Presidente da República
O Grupo Parlamentar da UNITA exibiu esta terça-feira, 15 de Outubro de 2019, cartão amarelo em protesto ao insucesso de governação de João Lourenço – Presidente da República, por ocasião do seu discurso sobre o Estado da Nação, no início da III Sessão da IV Legislatura da Assembleia Nacional

Exibido no momento em que o Chefe de Estado proferia a Mensagem sobre o Estado da Nação, o cartão amarelo representou o sentimento de milhões de angolanos insatisfeitos e desiludidos com a governação de João Lourenço marcada pela subida galopante do custo de vida, sem que se vislumbre alguma esperança da inversão do actual quadro.

No seu discurso, João Lourenço deixou novas promessas de 10 mil novos quadros a ser admitidos na educação, por via de um concurso público, em Novembro e de outros nove mil quadros no sector da saúde, para reforçarem e melhorarem o processo de assistência médica e medicamentosa à população.

Segundo João Lourenço, nos dois sectores já foram admitidos, por via de concursos públicos no ano transacto, 31 mil e 885 novos quadros, para reforçarem e melhorarem o processo de atendimento nas comunidades.

Ainda sobre esses sectores, o Presidente ressaltou as acções já desenvolvidas durante os seus dois anos de mandato (2017 e 2018), sobretudo a construção e reabilitação de infra-estruturas.

Até ao momento, referiu, essas acções permitiram aumentar a rede escolar do país para 97 mil e 684 salas de aulas.

Isso representa aumento de mais 12 mil e 684 novas salas, que permitiram matricular, neste ano lectivo, 10 milhões 608 mil 415 alunos, em vários subsistemas de ensino.

Quanto à saúde, o Presidente ressaltou a entrada em funcionamento de centros e unidades sanitárias de referência, destacando-se três de hemodiálise.

Trata-se dos centros do Hospital Geral da Huíla, do Hospital Pediátrico David Bernardino (Luanda) e do Hospital Geral do Luena (Moxico).

João Lourenço disse estarem ainda em construção, em Luanda, o novo Hospital Sanatório, dos Queimados e a nova Morgue de Luanda, bem como anunciou a reabilitação, em breve, do Hospital Américo Boavida.

Em termos de assistência, destacou a existência de 286 pacientes em junta médica em Portugal, maioritariamente a padecerem de insuficiência renal.

De acordo com o Chefe de Estado, Angola aposta na abertura de centros de hemodiálise, para pôr fim ao envio de doentes para o estrangeiro, situação onerosa para o país.

Noutro domínio, João Lourenço referiu-se aos efeitos da seca e anunciou que a primeira empreitada da construção das seis barragens de retenção, de sistemas de captação de água e canais adutores, na província do Cunene, inicia brevemente.

Dividida em seis lotes, a empreitada compreende a construção do sistema de captação no Rio Cunene, bombagem, conduta pressurizada, canal aberto desde a localidade de Cafunfu ao Cuamato e mais dez chimpacas.

A seca no sul de Angola afecta mais de um milhão de pessoas nas províncias da Huíla, Cuando Cubango, Namibe, Benguela, Cuanza Sul e Cunene, incluindo milhares de cabeças de gado.

Das províncias da Região Sul, o Cunene é que enfrenta, há oito meses, a mais severa estiagem da sua história, que já deixou mais de 800 mil famílias e mais de um milhão de bovinos à beira da morte.

São, no total, 857 mil 443 pessoas a viver os efeitos da estiagem e um milhão e 100 bovinos em risco de morte, por fome ou por sede. A falta de chuva prejudica a agricultura de subsistência.

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Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019