Liga da Mulhere Angolana
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Organiza√ß√Ķes Pol√≠ticas Femininas defendem di√°logo e toler√Ęncia durante e depois das Elei√ß√Ķes
As preletoras das organiza√ß√Ķes pol√≠ticas femininas ‚Äď OMA, LIMA, AMA, MB, e MPA ‚Äď do MPLA, UNITA, FNLA, Bloco Democr√°tica e CASA-CE, respetivamente abordaram este s√°bado,18 de Junho de 2022, o tema: ‚ÄúO Contributo das Organiza√ß√Ķes Pol√≠ticas Femininas na promo√ß√£o da Paz e Reconcilia√ß√£o durante e ap√≥s as o processo eleitoral‚ÄĚ em debate Promovido pelo Movimento C√≠vico ‚ÄúMudei‚ÄĚ, decorreu no Audit√≥rio da Par√≥quia de S√£o Paulo, C√≥nego Manuel das Neves, em Luanda.

Na ocasi√£o, as l√≠deres e representantes das Organiza√ß√Ķes femininas apontaram o di√°logo, a toler√Ęncia, e a educa√ß√£o, a igualdade de tratamento da imprensa p√ļblica na divulga√ß√£o das actividades das diferentes organiza√ß√Ķes femininas, assim como a unidade entre outros elementos apresentados como via para a promo√ß√£o da paz e reconcilia√ß√£o durante e ap√≥s as elei√ß√Ķes de 24 de Agosto de 2022.

Maria Bulenvu, Secret√°ria Nacional para a Informa√ß√£o da AMA ‚Äď Associa√ß√£o da Mulher Angolana, ligada a FNLA, real√ßou que o seu partido e a sua organiza√ß√£o Feminina √© pela paz e unidade.

‚ÄúN√≥s apelamos pela paz, pela unidade, e n√£o podemos nos meter em conflitos, mesmo a juventude que n√≥s temos conversamos sempre em evitar os conflitos, mas o di√°logo √© essencial‚ÄĚ.

A membro respons√°vel da AMA entende que, ‚Äúapesar de que infelizmente √© isso, mas n√≥s da FNLA prezamos sempre pela paz e pedimos que continuemos a desenvolver o di√°logo e o entendimento, para que possamos encontrar e alcan√ßar a almejada paz, que √© verdadeira. N√≥s temos a paz das armas, mas ainda temos um grande problema que nos falta e nos resta que √© a paz mental. N√≥s precisamos de ter a tranquilidade, quer na √°rea social, na √°rea econ√≥mica, em toda nossa hist√≥ria tamb√©m. N√≥s precisamos nos rever todos n√≥s‚ÄĚ.

Esmeralda Gomes, que representou a Liga da Mulher Angolana ‚Äď LIMA, bra√ßo feminino da UNITA, o maior partido na oposi√ß√£o angolana, falou do contributo da sua organiza√ß√£o na mobiliza√ß√£o ao registo eleitoral oficioso que o pa√≠s realizou.

‚ÄúNa verdade, houve muita dificuldade de atingir aquelas √°reas com acesso dif√≠cil, mas conseguiu-se, porque se formos a olhar para os resultados dos resultados feitos, mas aquelas senhores que tiveram que se deslocar em grandes dist√Ęncias, elas conseguiram fazer o registo, essa foi uma das contribui√ß√Ķes da nossa organiza√ß√£o‚ÄĚ, disse a representante feminina, real√ßando a possibilidade do pa√≠s em organizar elei√ß√Ķes num clima de festa.

‚ÄúE, n√≥s c√° em Angola temos a possibilidade de organizar as elei√ß√Ķes num clima de festa, e √© importante pois que os intervenientes demonstrem essa vontade, e quem n√£o sabe, as elei√ß√Ķes s√£o festa; √© uma festa √© um exerc√≠cio c√≠vico‚ÄĚ.

Maria de Lourdes, representante da OMA ‚Äď Organiza√ß√£o da Mulher Angolana afecta ao partido no poder, o MPLA, disse que a organiza√ß√£o tem como miss√£o educar.

‚ÄúO mais importante aqui √© dizer que, a nossa OMA tem como miss√£o mesmo: educa√ß√£o‚ÄĚ, disse, acrescentando que ‚Äúo maior contributo da OMA, de n√≥s todas que estamos na OMA √© educar, porque n√≥s partilhamos conhecimento. N√≥s temos como foco principal nas meninas, e obriga√ß√£o de ensinar as mam√£s na alfabetiza√ß√£o‚ÄĚ.

Para a tamb√©m Deputada √† Assembleia Nacional, ‚Äúse a agricultura √© a base, e a ind√ļstria √© o factor de desenvolvimento, a educa√ß√£o √© a ess√™ncia do ser humano. Porque, a educa√ß√£o n√£o √© instru√ß√£o. Muitas vezes debatemos a quest√£o da instru√ß√£o: n√£o. A educa√ß√£o pode ser at√© uma analfabeta, vai conseguir educar‚ÄĚ.

A Secretária Nacional da Mulher Bloquista (MB), Valéria Americano, disse que o maior foco da sua organização está na mulher jovem e crianças, tendo manifestado igualmente preocupação pela fraca participação das mulheres, e particularmente a jovem mulher na vida política do país.

‚ÄúO nosso maior foco est√° ligado para a jovem mulher e para as crian√ßas. √Č esse o nosso objectivo‚ÄĚ, afirmou acrescentando que, ‚Äúa juventude √© a maioria em Angola, e as mulheres s√£o a maioria‚ÄĚ.

‚ÄúA jovem mulher √© a maioria. Ainda assim entendemos que h√° um certo desconhecimento daquilo que tem sido a participa√ß√£o da mulher na vida pol√≠tica, porque s√£o os pol√≠ticos que tomam as decis√Ķes, e s√£o os pol√≠ticos que v√£o atr√°s dos problemas para, ent√£o assim, poderem solucionar os mesmos problemas‚ÄĚ, defendeu, considerando por isso, ser extremamente importante trabalhar ‚Äúcom as jovens mulheres‚ÄĚ, e confirmou a realiza√ß√£o de in√ļmeras actividades pelo seu partido e organiza√ß√£o feminina, mas lamentou a n√£o transmiss√£o das mesmas pelos meios de comunica√ß√£o social.

‚ÄúE, n√≥s realizamos actividades: quer o partido, quer a pr√≥pria juventude quer a mulher bloquista; realizamos actividade. Porque os partidos pol√≠ticos precisam realizar ac√ß√£o, por isso √© que estamos a√≠ como pol√≠ticos, para causar impacto social. Mas, infelizmente em Angola, os partidos pol√≠ticos realizam actividade, convocam os √≥rg√£os de comunica√ß√£o social, infelizmente esses √≥rg√£os n√£o aparecem para fazer a cobertura da mesma actividade‚ÄĚ.

Carminda Vita, da Mulher Patriótica de Angola (AMP) afecta à CASA-CE, realçou a necessidade da Unidade entre as mulheres em geral e em especial, de todos os partidos.

‚ÄúA Mulher Patri√≥tica tem o lema de unirmos Angola, n√£o a mulher da coliga√ß√£o CASA-CE, mas sim as mulheres de todos os partidos. Porque, a finalidade √© a mesma. N√≥s sabemos que o nosso pa√≠s est√° um bocadinho dentro de quest√Ķes de organiza√ß√£o. Porque, se n√≥s nos unirmos muitas coisas utrapassaremos, diante dessa situa√ß√£o‚ÄĚ.

A l√≠der a representante da CASA-CE defendeu que a intoler√Ęncia ainda √© uma realidade no pa√≠s.

‚ÄúEu discordo que h√° paz. Ainda assim h√° confus√£o. H√° dias, n√≥s est√°vamos a colocar as nossas bandeiras, alguns membros foram apedrejados, apareceu uma Secret√°ria do MPLA no Kilamba Kiaxi a meia noite, l√° ela disse que, n√£o se podia colocar uma bandeira, porque j√° existia a bandeira do MPLA. Aquilo foi uma confus√£o terr√≠vel‚ÄĚ.

A representante da OMA apelou a sensibiliza√ß√£o dos filhos e chefes de fam√≠lia por parte das mulheres, para a atitude de toler√Ęncia de modo a evitar-se quaisquer situa√ß√Ķes de confus√Ķes durante e ap√≥s as elei√ß√Ķes.

‚ÄúEu sou daquelas que n√£o estava aqui em 1992, infelizmente, mas nas outras elei√ß√Ķes que, se seguiram percebi que, todo angolano tem responsabilidade em n√£o aceder qualquer chamada para haver revolu√ß√Ķes, para haver confus√Ķes, para haver alvoro√ßos, e n√≥s mulheres temos que educar os nossos filhos, os nossos maridos para n√£o irem por esse caminho‚ÄĚ.

Esmeralda Gom√™s, da Liga da Mulher Angolana, manifestou vit√≥ria do seu partido nas pr√≥ximas elei√ß√Ķes, ante as declara√ß√Ķes da representante do partido no governo, que manifestou a continuidade no poder do seu partido MPLA.

A membro da LIMA real√ßou ainda o esp√≠rito de sensibilidade e de conselheira dentro dos lares, por parte das mulheres, para a promo√ß√£o de um ambiente de paz e harmonia na realiza√ß√£o das elei√ß√Ķes gerais de 24 de Agosto.

‚ÄúVamos partir para esse jogo de futebol, podemos assim o considerar, mas com o objectivo de ganhar. E, a mulher √© piedosa, a mulher √© virtuosa, a mulher √© agradecida. E, ent√£o quero c√° disser que, o nosso senso de maternidade, de esposa e de dona de casa vai prevalecer; e isto √© o que nos d√° este esp√≠rito de paz, tranquilidade, de toler√Ęncia, e vamos transmitir essa toler√Ęncia de m√£e para os nossos filhos, para os nossos maridos. Porque, n√≥s √© damos a vida, n√≥s √© que geramos. E, ent√£o, a primeira e a √ļltima palavra √© nossa, como mulher‚ÄĚ, assegurou a representante da LIMA.
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Quinta-feira, 07 de Julho de 2022