Liga da Mulhere Angolana
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Nota de Condolência
O SECRETARIADO EXECUTIVO DO COMIT√Č NACIONAL LIMA
Através da presente nota, manifesta o seu profundo sentimento pelo passamento físico do Combatente exímio das Ex-Forças Armadas de Libertação de Angola "FALA" , um companheiro com quem galgámos montanhas, atravessámos chana e anharas de Angola profunda, palmilhámos todo espaço territorial do nosso país juntos; arregaçamos as mangas para a conquista da Democracia, sabiamente conduzidos pelo Guia e Mestre, Dr. Jonas Savimbi, Democracia esta que hoje se vai construindo, dia após dia!

Neste momento de profunda for e luto, o Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA, verga-se ante a sua memoria e solidariza-se com a familia enlutada!
Cada Ser Humano, em vida escreve a sua propria historia. Pois, passam os homens, ficam os seus feitos. Prova disso, eis o testemunho do Gen. Carlos Kandanda que fala do malogrado, com conhecimento de causa e passamos na integra.

"EM MEM√ďRIA DE KUFUNA YEMBE
Em nome da minha família e em meu nome pessoal tenho o dever patriótico de prestar a nossa homenagem ao General José Antero Kufuna Yembe, conjurado do Muangai, que nos deixou definitivamente no dia 10 de Março de 2023, na Cidade do Luena.

Neste momento conturbado queiramos expressar os nossos profundos p√™sames e endere√ßar as nossas mais sentidas condol√™ncias √† fam√≠lia enlutada, sobretudo, √° sua vi√ļva, que sempre esteve ao lado dele nos momentos mais dif√≠ceis da travessia do deserto, como consequ√™ncia do final da guerra-civil ‚Äď em 2002.

O malogrado Kufuna Yembe foi um nacionalista abnegado, um antigo combatente e veterano da pátria, um cabo de guerra mais destacado e mais temido, que sempre esteve na primeira linha de luta pela independência nacional e pela democracia plural.

Lembro-me que, em 1967, de regresso ao interior do pa√≠s, vindo de Lusaka, com Samuel Jos√© Chiwale, Moises Njolomba, Eduardo Andr√© Sakuanda, J√ļlia Mukumbi e Rev. Francisco Kafunga, fomos recebidos por Kufuna Yembe e por Zeca Directo Katali nas margens do rio Lukula, um afluente do Rio Luanginga, pr√≥ximo da fronteira da Z√Ęmbia.

No fundo, eles ficaram com a responsabilidade de garantir a segurança do corredor entre o rio Lungué-bungo e o rio Luanginga, na perspectiva do regresso do Egito (Cairo) do Presidente Dr. Jonas Malheiro Savimbi e do Secretário-Geral Miguel N’Zau Puna.

Aliás, foram eles que nos conduziram para as áreas do Lungué-bungo, perto do Caminho de Ferro de Benguela, onde se ergueu a Base de Apoio das Terras Livres de Angola, onde se iniciou a estruturação das primeiras unidades de guerrilhas e de onde se progrediu para o Planalto Central, para as Lundas e para o Kuando Kubango.

Nesta altura, de 1967-1968, todos os corredores onde penetraram os 11 comandantes da UNITA, treinados na Academia de Nanking, na China, estavam em pleno desmoronamento. O √ļnico espa√ßo mais est√°vel e mais seguro foi este corredor, acima referido.

O malogrado Kufuna Yembe fez parte do ¬ęn√ļcleo duro¬Ľ dos quadros pol√≠tico-militares, treinados no interior do pa√≠s, que assumiram integralmente a luta de liberta√ß√£o nacional, j√° que, uma boa parte dos comandantes treinados na China e na Tanz√Ęnia, no Campo de Kongwa, estavam presos, mortos ou retiraram-se para Z√Ęmbia.

Em 1969, no rescaldo do regresso do Cairo do Jonas Malheiro Savimbi, Kufuna Yembe neutralizou e desbaratou a operação militar dos Flechas, sob o comando do Tiago Sachilombo (natural do Huambo e treinado na China), na localidade do Chilongoi, ao longo do rio Luanginga.

Essa operação militar estava enquadrada na Estratégia do Exército Colonial Português e da PIDE que visava aliciar os comandantes da UNITA, infiltrar as unidades de guerrilhas, penetrar nas áreas sob o controlo da UNITA, localizar a posição do Jonas Savimbi, invadir a área, capturá-lo ou matá-lo.

A opera√ß√£o do Chilongoi foi muito complexa e de grande envergadura, que exigiu muita intelig√™ncia, astucia, habilidade e rapidez para iludir e surpreender o inimigo, e p√ī-lo em debandada, abandonado todo o seu armamento.

Ao longo da luta de liberta√ß√£o nacional e do per√≠odo que seguiu o 25 de Abril de 1974, Kufuna Yembe foi um dos melhores comandantes da UNITA, que palmeou o pa√≠s ‚Äď do Sul ao Norte. O Kufuna Yembe foi uma personalidade muito forte, carism√°tico, corajoso, frontal, astuto, leal, disciplinado, firme, intransigente e persistente.

De facto, o Kufuna Yembe foi um soldado, por excel√™ncia, aprumado, que sabia aplicar eficazmente a Arte de Guerra, mesmo nas condi√ß√Ķes dif√≠ceis e desfavor√°veis. Na verdade, ele foi feliz, ter-se trilhado uma longa caminha sinuosa e gloriosa, cheia de odisseia e de epopeia.

Somente fico mais triste quando está em evidencia o facto de que, os que fazem uma História não fazem parte da mesma História. Essa é uma realidade inequívoca, dura, amarga, e tão claro como água, que ofende a consciência do Homem.

√Č neste contexto da vida humana que a Hist√≥ria √© distorcida diante os factos da Hist√≥ria. Mas, como a Hist√≥ria √© implac√°vel, ela sempre emerge do fundo do Mar, e se afirma de modo intransigente. Paz √† Sua Alma. Descanse em Paz! Gl√≥ria nas Alturas.

Luanda, 11 de Março de 2023"

Adeus Companheiro De Luta!

Adeus Companheiro Da Longa Marcha!

Paz Eterna À Sua Alma!

Honra E Glória Aos Nossos Mártires!

O Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA








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Sabado, 25 de mars de 2023