UNITA - ANGOLA
Na verdade Jonas Malheiro Savimbi é, pelo seu pensamento e acção, um inextinguível Inspirador para, as presentes e futuras gerações, de patriotas Angolanos.
Com a sua luta os angolanos conquistaram o direito de serem homens livres e decidirem o seu próprio destino. Por isso, hoje, lutam para implantar em Angola as autarquias locais, como a alavanca para a consolidação da Democracia Participativa e do Desenvolvimento Inclusivo.
12/09/2020
Prezados Vice-Presidentes, Secretário Geral e Secretário-geral Adjunto

Excelentíssima Presidente da Liga da Mulher Angolana

Excelentíssimos Membros da Direcção do Partido,

Estimadas Companheiras do Executivo Nacional da LIMA,

Mamãs, Caros Jornalistas,

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Acabamos de cumprir a formalidade de conferir posse aos membros do Executivo Nacional da Liga da Mulher Angolana (LIMA), órgão que terá a responsabilidade de traduzir em acções, as resoluções do IV Congresso da LIMA, recentemente realizado.

O IV Congresso da LIMA, para além da eleição da sua Presidente, trouxe-nos também um desafio novo, jamais experimentado, questionando os fundamentos do nosso partido e um dos seus valores principais, a DEMOCRACIA,qual bandeira quenos tem dado vantagem competitiva no espaço nacional, porque não praticada igualmente pelo nosso adversário principal.

Esta nova ocorrência, só possível lá onde a democracia assenta na renovação regular dos mandatos, na coragem e na persistência de abraçar a pluralidade de candidaturas, num ambiente externo não democrático!

A democracia não existe onde a prática permanente assenta na indicação e pseudo eleição “singular”, de uma única candidatura.

Nós pretendemos aqui reiterar a validade dos nossos valores políticos, de que cito entre outros: Patriotismo; Democracia; Liberdade; Justiça Social; Subordinação da Política à Ética.

Demos espaço de intervenção aos órgãos encarregues de fiscalizar a conformidade dos actos dos órgãos executivos, com as normas estatutárias. Entretanto juntamos matéria complementar, relevante, para análise e estudo, nos órgãos, bem como na Escola de Quadros do Partido, com o objectivo de aprimorarmos sempre e sempre mais, a validade dos nossos princípios políticos e a transparência dos nossos actos.

Sob o lema: LIMA Pátria, LIMA Unidade; a LIMA só poderá cumprir a sua missão estratégica se tiver como base da sua acção a Unidade.

Com este acto, estamos a dizer que a LIMA deve partir para a acção, na materialização dos programas do Partido. Daqui para a frente queremos ver a LIMA transformada num instrumento galvanizador das mulheres angolanas, para a mobilização da sociedade, para os desafios que tragam soluções à difícil realidade do nosso país e da mulher em particular.

Aliás, lembra-nos a história que desde 1972 aos nossos dias, a LIMA sempre soube tomar a dianteira em unir a Mulher Angolana, em torno dos programas do nosso Partido e dos seus princípios fundamentais. Temos a felicidade da presença entre nós da primeira Presidente da LIMA, a veterana mamã Isalina Kawina, das mamãs Catarina Ululi, Salomé Epolwa e tantas outras, como testemunhas vivas do percurso heróico das mulheres filiadas na UNITA. A exemplo da mamãs que acabei de citar, a LIMA e a UNITA têm aqui neste espaço e nas demais Províncias, patriotas e nacionalistas que com o seu saber, abnegação e trabalho árduo, fizeram da LIMA uma organização de importância estratégica e vital para enfrentar e vencer desafios.

O nosso país vive uma realidade particularmente difícil, em que quer o Partido como toda a Sociedade Angolana, clamam por mudanças que exigem da Mulher uma participação ainda mais vigorosa, empenhada e decisiva.

O nosso Partido, a UNITA, foi força motora das mudanças que tiveram lugar em Angola. A existência do Estado angolano, no ordenamento jurídico presente resultou também do esforço da UNITA e da acção do seu líder Fundador, o Dr Jonas Malheiro Savimbi. Os passos dados até aqui, no que respeita à consolidação e ao aprofundamento do Estado Democrático e de Direito, nunca seriam possíveis sem a acção persistente da UNITA. A cada dia que passa constatamos a enorme expectativa e a esperança que os angolanos, principalmente os jovens e as mulheres, depositam no nosso Partido como a força política capaz de materializar a realização de uma Angola inclusiva, de liberdades, de desenvolvimento e de dignidade.

Muitos dos desafios previstos para este ano de 2020, ficaram sem concretização. O partido que suporta o governo preferiu deliberadamente transferir para o COVID 19, as suas opções de recusar aos angolanos a expressão plena da democracia participativa e tal como Judas, também negou os compromissos publicamente assumidos. Mais uma vez nega servir o seu soberano: o Povo Angolano.

Esta semana o governo angolano, pela voz do Presidente da República, veio confirmar que a sua prioridade são os interesses do seu partido e os interesses de uma elite que assaltou o tesouro público, depauperou o país e que timidamente vai-nos servindo algumas migalhas e sobras do banquete, sob a forma de actuações da PGR, amplamente publicitadas por uma imprensa cada vez mais em formato de monopólio estatal, em clara contravenção à lei, para nos distrair! Entretanto as CPI´s continuam a ser recusadas.

Quem combate verdadeiramente a corrupção não deveria ter medo de permitir os inquéritos parlamentares ao BESA, à Sonangol, ao Fundo Soberano, à Dívida Pública! Porque continuam engavetados? Porque estão lá os seus nomes, os factos e os actos que os expõem.

O calendário autárquico de 2020, escrito à lápis pelo MPLA foi agora apagado da agenda política nacional, porque muito antes da Covid assolar o nosso país, já o regime demonstrava não ter, nem vontade, nem convicção para a concretização do poder local. Pressionamos o governo a vir a público dar a devida explicação aos angolanos sobre a validade ou não dos compromissos eleitorais assumidos. Foi sem surpresa que ouvimos os porta-vozes do governo e do partido de regime, afirmar aos angolanos que atrasaram“de propósito” tarefas de preparação das autarquias; ouvimos governantes a afirmar que querem repetir eleições com um ficheiro de onde desaparecem mais de 2,5 milhões de eleitores; ouvimos o governo afirmar que tem apenas um projecto de manutenção do poder a qualquer preço e confessar que está a perder legitimidade política! Sim, a governação vem acompanhada do respeito pelos compromissos estratégicos, pela realização do país, pela satisfação da vontade popular, pelo escrupuloso respeito dos compromissos e calendários eleitorais, tudo aspectos agora negados.

Cada vez mais os angolanos percebem que o país está sem rumo, que este regime destruiu a classe média e está a promover a pobreza nas famílias angolanas. Quem trava o desenvolvimento das comunidades locais, como estratégia para não perder o Poder, não merece continuar no Poder.

Ao contrário de outros países do continente africano que realizam eleições, mesmo com a pandemia e com maior número de casos positivos, os governantes angolanos revelam não ter compromisso com o futuro do seu Povo. É isso que explica o adiamento “sine die” das autarquias locais e o risco do adiamento das eleições gerais!

Angola vai continuar a ser o único país da região em que está inserido, que não realiza as eleições autárquicas.

Estamos perante mais uma demonstração de que o Partido de Regime tem outra agenda que não coincide com as aspirações da maioria dos angolanos.

A realidade económica e social das populações é preocupante, aumentam os números de famílias na indigência, perante a qual o Executivo do Presidente João Lourenço não apresenta soluções adequadas. Nesta fase da Covid-19, a situação de numerosas famílias é dramática. As estatísticas do Executivo não correspondem com a vivência real das populações. Não é só a Covid-19 que está a matar, as outras endemias continuam a causar inúmeras mortes em Angola que não são anunciadas e não constam das estatísticas.

Não podemos hoje deixar de citar aqui, o elevado número de mortes causadas por uma actuação imprópria e excessiva de alguns agentes da polícia nacional! Ontem, mais uma morte de uma adolescente. Não podemos aceitar que este governo não respeite o valor sublime da vida! Que perante tanta morte não haja responsabilização das suas chefias. Que não haja consequências políticas para ninguém! Desse modo as lideranças do governo estão a dar cobertura á continuidade destes crimes! Enquanto políticos e particularmente enquanto cidadãos temos o dever de manifestar a nossa indignação!

A LIMA deve ter entre os seus programas a prioridade da mobilização e organização das mulheres angolanas das diferentes sensibilidades para a elevação da sua consciência cidadã, como condição determinante da sua participação em acções de cidadania, que quando assumidas por todos, podem efectivamente provocar mudanças. O nosso país e o mundo estão cheios de exemplos de bravura e dedicação de mulheres que mudaram o curso da história e das situações em diversas áreas do saber e da vida.

Neste contexto exorto, a Liga da Mulher Angolana a encabeçar iniciativas de pendor político, social e económico que visem dar soluções a problemas que afectem as comunidades.

Existem metas estabelecidas por organizações como as Nações Unidas, União Africana e a SADC viradas para a promoção, valorização e realização das mulheres, que exigirão da LIMA muita proactividade.

Prezadas companheiras!

O novo Executivo Nacional da LIMA deverá:

– Aprofundar a unidade e coesão no seio das militantes da LIMA;

– Reforçar a cooperação com as demais organizações femininas para uma frente unida na luta política contra o regime;

– Proteger o património humano e as conquistas históricas da LIMA;

– Promover a formação política e revitalizar a acção Social das militantes da LIMA, juntos dos comités locais do Partido, nas comunidades onde cada membro reside ou desempenha as suas actividades;

– Imprimir uma nova dinâmica junto das Direcções Provinciais, Municipais e locais da LIMA para cumprimento dos prograamas estabelecidos;

– Inculcar nos membros e dirigentes a todos os níveis da LIMA o “espírito de missão”;

– Implementar programas de capacitação técnica e profissional para as militantes da LIMA e demais franjas da mulher da sociedade civil Angolana.

Auguro sucessos a esta equipa que contém o equilíbrio entre a experiência, a maturidade e a juventude, para vencerem os desafios de uma nova etapa, que exige uma nova dinâmica.

VIVA A LIMA

LIMA – PÁTRIA; LIMA – UNIDADE

Muito obrigado!

Adalberto Costa Júnior

Presidente da UNITA

11 de Setembro de 2020
Em destaque
20/07/2020
Estamos hoje, uma vez mais, a celebrar a democracia interna no nosso partido, que é pioneiro do respeito a este princípio, em Angola. Abraçamos também, com coragem, que a mudança das lideranças fosse sempre por via de eleições com múltiplas candidaturas e com o rigoroso respeito pelos prazos dos mandatos. Este o exemplo com que gostaríamos de contagiar as lideranças das instituições do nosso país, especialmente aquelas que com maior responsabilidade ocupam as funções de governação. É o que acontecerá no decurso dos trabalhos deste Congresso, da Liga da Mulher Angolana – a nossa LIMA, o braço feminino da UNITA.
Completam-se hoje, dia 18 de Julho de 2020, 50 anos desde que tombou, heroicamente, em combate, o Patrono da JURA, David Jonatão Chingunji, mais conhecido por “Samwimbila”.
Segundo uma nota enviada a Angop, o antigo presidente do Conselho de
Administração das AAA, Carlos São Vicente, foi detido esta terça-feira,22
de Setembro de 2020, em Luanda, pelas autoridades angolanas.
Sete milhões de kwanzas é o valor que está disponível, a partir desta
terça-feira, 22 de Setembro de 2020, para cada micro-negócio, no âmbito
das medidas de alívio económico, aprovadas em Abril pelo executivo,
revelou hoje, o secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano
João.
Os recursos de que o país dispunha para financiar os sectores produtivos da economia, dentro da lógica da recuperação, tiveram que ser reorientados para atender às necessidades de biossegurança e outras de carácter epidemiológico urgente, impostas pela Covid-19.
Segundo à informação a qual o Correio da Kianda teve acesso, nesta
Terça-Feira, 22 de Setembro de 2020, Seis governadores provinciais estão
em via de serem exonerados pelo Presidente da República, João Lourenço,
nos próximos dias. Dentre estes, fazem parte da lista, segundo uma fonte
do Correio da Kianda, os governadores do Cuanza Sul, de Malanje e da
Lunda Norte, e outros dois ainda não avançados pela fonte que temos
vindo a citar.
A empresa de consultoria do actual chefe de gabinete da Presidência da República, Edeltrudes Costa, está a ser acusada de burlar o Estado angolano num dos negócios que tinha como objectivo a modernização dos aeroportos nacionais, rendeu vários milhões de euros em contratos públicos, mas o dinheiro acabou por parar em Portugal, onde foi utilizado para comprar casas de luxo em Sintra e Cascais.
Segundo à informação a que Angop teve acesso, esta quinta-feira, 17 de
Setembro de 2020, o viaduto Luanda/Cazenga, localizado entre os
distritos urbanos do Rangel e do Tala-Hady, na capital do país, será
inaugurado nesta sexta-feira, 18 de Setembro do corrente ano, pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente, Adão de Almeida.
Eco do Partido
Campo do militante
O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, trabalhou esta quarta-feira 26 de Julho de 2017, na capital do Bengo, Caxito, tendo discursado para as populações locais.
“A Importância ou não da cerca sanitária em Luanda” foi o tema do Debate da manhã deste sábado, 22 de Agosto de 2020, na Rádio Despertar, em que os convidados consideraram não continuarem válidas as razões que estiveram na base da criação da cerca sanitária à Província de Luanda.
Intolerância
Palavra do Presidente
Falando à Imprensa, após a Reunião extraordinária do Conselho da República, ocorrida esta terça-feira 8 de Setembro de 2020, convocada pelo Presidente da República, João Lourenço, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior mostrou-se pouco satisfeito com os argumentos apresentados pelo Titular do Poder Executivo para justificar o adiamento das questões estratégicas como as eleições autárquicas, a manutenção da cerca Sanitária sobre Luanda, entre outras.

Segundo o Presidente da UNITA, a não indicação da data as autarquias, é um perigo, para um país que tem tantos desafios que não tem motivos nenhuns para se ver adiados em função de uma agenda partidária, uma postura que o Líder da UNITA, considerou também ser, “uma absoluta vergonha”.

“A questão das Autarquias Locais, eu diria uma vergonha, uma absoluta vergonha. O governo apareceu com uma séria de paliativos para tentar justificar o adiamento, inclusive sine die, nem se quer o governo aparece com compromisso de fazer Eleições Autárquicas em 2021, que a defesa da maior parte de nós”.

“Houve, felizmente, muitos conselheiros que sugeriram ao Presidente da República o perigo de estar a levar o país a uma agenda partidária. Porque, o que se está a passar aqui não é mais do que a agenda do MPLA, que está em causa. Não quer fazer as Eleições Autárquicas; tem medo do resultado das eleições Autárquicas. E, deixou-nos, inclusive, com a suspeição do adiamento das Eleições Gerais”, disse o responsável da UNITA.

Quanto a cerca sanitária o Líder da UNITA disse que, “O governo optou pela manutenção da cerca a Luanda, e não tem perspectivas de abrir mão da cerca, que foi de facto um assunto bastante debatido, e com muita polémica, diria, onde uma boa parte dos Conselheiros entende que a cerca devia ser levantada, e o Balanço por parte da Comissão Multissectorial sobre a circunstância do combate à Covid-19, as consequências da Covid e uma informação sobre a economia, também uma informação do combate ao Covid e as suas consequências sobre o calendário autárquico”, disse aos jornalistas o líder da UNITA.

Na ocasião Adalberto Costa Júnior voltou a considerar que o não levantamento da cerca sanitária a Luanda é bastante prejudicial.

“Como sabem, a nossa posição é de que o governo não tem estatística das consequências da cerca à Luanda, o governo direcciona uma informação ao cidadão e limita a condição do cidadão em poder reflectir sobre as consequências da cerca, no sentido de que a contaminação está aqui, então, agora vamos proteger as vidas. Não é verdade”, prosseguiu.

De acordo com o dirigente da UNITA, a não justificável a manutenção da cerca sobre Luanda, numa altura em que o vírus já circula em todo o país.

“A grande verdade é que o vírus está fora de Luanda há muito tempo, e uma estatística de rigor prova-nos que morre muita gente por consequência da cerca a Luanda. O número de mortes por causa da limitação de circulação, das falências extremamente aceleradas das empresas, por causa de medidas restritivas ligadas à circulação e importação da condição inclusive de testagem está a matar muito mais gente do que a manutenção da cerca”, revelou.

Em relação a reabertura das aulas, um assunto também discutido na Reunião, o Presidente da UNITA, defendeu que o governo devia ter feito um estudo que fosse previamente realizado, tendo avançado que o seu partido pronunciou-se sempre pela não abertura do ano escolar, particularmente no ensino primário.

“Nós também há um bom tempo que temos vindo a dizer que dever-se-ia ter feito um estudo muito mais responsável, no sentido de que aqueles estabelecimentos de ensino que tivessem condições deviam ter tido reinício do ano escolar”, afirmou o responsável.

O líder da UNITA pronunciou-se também sobre o número de desempregados do sector privado de ensino.

“As consequências de um ano completamente parado, onde milhões de estudantes, sejam do ensino público como do privado são muito grandes, atirou-se para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores ligados ao Ensino Privado, e não se levou em consideração esta realidade”, criticou, sublinhando a necessidade de preparação de condições mínimas para esta reabertura e também a implementação de um ensino presencial misto com o ensino à distância com o uso das novas tecnologias.

Para Adalberto Costa Júnior, é muito estranho que chegados a Setembro se esteja a dizer que é possível retomar o ano, entretanto aconselhou programas que diminuíssem a falta de acompanhamento dos conteúdos, que ocupassem os estudantes.“O que nós também aconselharíamos é que se encontrassem programas que diminuíssem a falta de acompanhamento dos conteúdos, que ocupassem um pouco estes estudantes para que na retomada não tivessem tantos danos pela longa ausência. O Covid veio para ficar, portanto, nós temos que ter criatividade, em preparar não só as condições mínimas: a água, a luz, nas casas de banho, mas também termos um ensino presencial misto com o ensino a distância com o uso das novas tecnologias. É exactamente esta criatividade que não ocorreu”, rematou o Presidente da UNITA.
grupo parlamentar 
A UNITA, maior partido da oposição, criticou nesta quarta-feira, 09 de Setembro de 2020, o adiamento das eleições autárquicas no país, inicialmente previstas para este ano, atribuindo a decisão a um receio de “uma derrota histórica” pelo partido no poder.

“O Governo sabe que teria uma derrota histórica nas eleições autárquicas. O Governo falhou. A governação do presidente, João Lourenço, começou com expectativas muito altas, mas cedo virou frustração, decepção. Não tem soluções para dinamizar a economia, não tem soluções inovadoras para empreender uma estratégia de desenvolvimento sustentável no nosso país. Não quer correr o risco de perder o poder através do poder local. É uma agenda partidária”, disse à Lusa, por telefone, o presidente do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka.

Para responsável partidário, o executivo angolano “não pode alegar a pandemia para adiar as eleições”, apontando que há “falta de vontade política” por parte da liderança do país.

“O país vai-se abrir para grandes actos de massas”, afirmou, destacando a abertura de escolas, igrejas e actividade desportiva durante as próximas semanas.

“Não se pode justificar que, de um lado, se abra a sociedade para grandes aglomerados, se do outro se condiciona a realização das autárquicas, supostamente porque as condições não estão criadas”, afirmou.

O líder parlamentar da UNITA acusou ainda o Governo angolano de estar a fazer uma “gestão de poder”.

“Temos muita pena e condenamos nos termos mais rigorosos que o Governo continue numa perspectiva de uma gestão do poder em detrimento de uma governação”, disse.

Chiyaka assinalou que o executivo “deve procurar governar” e que, em Angola, “infelizmente, prevalece a agenda partidária”.

O líder parlamentar do maior partido da oposição abordou as eleições presidenciais realizadas no Maláui, em Junho, assim como as presidenciais costa-marfinenses previstas para Outubro deste ano.

“Existem vários exemplos de outras geografias políticas que, no meio desta crise, procuraram não paralisar”, acrescentando que a não realização das eleições autárquicas este ano em Angola “é uma prova da incompetência do Governo”.

Chiyaka sublinhou que a UNITA não pretende “fazer parte de uma agenda partidária em detrimento de uma agenda nacional” e pediu a realização de um diálogo conjunto para que se coloque “o interesse nacional acima de grupos”.

“Vamos pressionar o Governo, vamos pressionar o partido que está no Governo, no sentido de se realizarem [eleições] autárquicas em 2021. Angola já esperou muito, os angolanos já não podem continuar a aceitar o adiamento das suas expectativas por falta de vontade de um partido político que não consegue realizar as aspirações nacionais”, vincou o responsável.

Na terça-feira, os membros do Conselho da República de Angola consideraram, na sua maioria, que não há condições para realizar as primeiras eleições autárquicas do país.

Segundo Rosa Cruz e Silva, porta-voz da estrutura, que se reuniu nesse dia, as eleições autárquicas angolanas serão realizadas no momento em que as condições para o efeito o permitirem.

O documento saído da reunião extraordinária do Conselho da República realizada para analisar o impacto da covid-19 em Angola refere que devem continuar os trabalhos de preparação e organização das autarquias.

Na abertura da reunião de terça-feira, João Lourenço considerou que, apesar de consensual, a necessidade de se implantar o poder local autárquico, por via de suporte legal, a verdade é que não se conseguiu ainda realizá–las.

João Lourenço lembrou que, em Março de 2018, numa reunião do Conselho da República, levantou a intenção de se realizarem eleições autárquicas este ano.

“Reconhecemos todo o esforço levado a cabo pela Assembleia Nacional na aprovação de parte do pacote legislativo autárquico, mas, sem que se aponte necessariamente culpados, convenhamos que nem tudo está feito, o trabalho não está ainda concluído”, disse.

Para João Lourenço, não é possível num Estado democrático e de direito realizar-se quaisquer tipos de eleições sem suporte legal.

Por Lusa
L.i.m.a - actividades
Helena Bonguela Abel venceu neste Sábado, 08 de Agosto de 2020, a eleição do IV Congresso da LIMA com 61, 36%, correspondentes 368, superando as suas duas concorrentes Manuela dos Prazeres de Kazoto, a segunda mais votada com 208 votos, equivalentes a 33, 76%, e Domingas Jungulu José que ficou na terceira posição com 30 votos correspondendo a 4, 87%.

O Conclave ocorreu em 8 Regiões, por sistema de videoconferências devido as restrições impostas pelas medidas de combate a COVID-19.

Entretanto, os resultados da eleição deixaram insatisfeita a Candidata Manuela dos Prazeres, que contestou os resultados do pleito, após a divulgação final.

“A UNITA é a promotora da Democracia em Angola e devemos ser de facto o espelho e a escola da Democracia. Dito isso, eu, senhor Presidente e membros da Direcção, do fundo do meu coração, enquanto militante, eu não gostaria de pactuar com vícios, e por essa razão, queiram desculpar-me, eu não estou de acordo com o resultado deste Congresso”, disparou.

Em resposta, a Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, Amélia Judith, refutou a contestação apresentada pela Candidata Manuela dos Prazeres, afirmando que, em nenhum momento recebeu alguma reclamação.

“Enquanto Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, em nenhum momento recebemos alguma reclamação da Candidata Manuela dos Prazeres, e para complementar eu tenho as actas sínteses do país, se o Presidente Permitir, eu vou ler acta por acta. Para dizer que eu não recebi, se recebesse nós teríamos agido”, defendeu-se Amélia Judith Ernesto.

O Congresso da Organização Feminina da UNITA, a LIMA – Liga da Mulher Angolana, ocorreu nos dias 7 e 8 de Agosto de 2020, em 8 Províncias de Angola. A Região Sul, reunida na província da Huíla, com as Províncias do Cunene, da Huíla e Namibe; a 2ª Região Centro 1, reunida no Bié, com as Províncias do Kuando Kubango, do Bié e do Huambo; a 3ª Região é a Centro 2 reunida em Benguela, com as Províncias de Benguela e do Kwanza-Sul.

A 4ª Região correspondeu a Região Leste e albergou as Delegadas na Lunda Sul, da Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico; a 5ª Região representou a Região Norte, e acolheu-se na Província do Uíge, com Delegadas da Província do Zaires, Uíge e Malange e com algumas dos municípios do Kwanza-Norte que não podiam se deslocar para a Lunda-Sul, devido as restrições à COVID.

A 6ª Região foi a região do Kwanza-Norte, que tem o Município em cerca sanitária, realizando o Congresso de forma isolada, a 7ª Região igualmente isolada, foi a Região de Cabinda, por questões geográficas, e a 8ª Região foi a Região de Luanda que reuniu-se com a Província do Bengo.


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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020