UNITA - ANGOLA
O regime angolano manifestou irritação com algumas empresas baseadas, em Benguela, por terem aceite fazer prestação de serviços para hospedagens, rente-A-Car, e montagem de material para um comício da UNITA, realizado neste final de semana, naquela localidade, em homenagem ao nascimento de Jonas Savimbi.
21/10/2021
Sob orientação do Presidente do Partido, Dr. Isaías Henrique Ngola Samakuva, teve lugar no dia 20 de Outubro de 2021, em Luanda, a I Reunião Extraordinária da Comissão Politica, eleita no seu XII Congresso Ordinário.

Da agenda da reunião, constaram os seguintes pontos:

a) O Preenchimento de vagas na Comissão Politica, por motivos de morte;
b) A análise do contexto político em que se realiza esta primeira Reunião Extraordinária, tendo em conta as implicações do Acórdão 700/2021 do Tribunal Constitucional;
c) A imperiosa necessidade da realização do XIII Congresso Ordinário, nos termos dos Estatutos.

Durante a sessão de abertura da Comissão Politica o Presidente do Partido Dr. Isaías Henrique Ngola Samakuva, apresentou um informe à reunião, onde destacou o momento Politico que o país e o Partido vivem, após o Acórdão do Tribunal Constitucional, considerando-o meramente político, pois visa dividir a UNITA, travar o movimento social para à mudança e impedir a Alternância em 2022.

O Presidente do Partido lançou, a todos o apelo à unidade, a serenidade e à tranquilidade.

Após exaustivos e participativos debates, a I Reunião Extraordinária da Comissão Politica, chegou às seguintes conclusões e recomendações:
A) Sobre a Situação Politica
1- A I Reunião Extraordinária da Comissão Politica condena o retrocesso do Estado de Direito Democrático em Angola com o sequestro das Instituições da República pelo Partido no poder por intermédio dos serviços secretos e dos gabinetes de acção psicológica.

2- Este facto traduz-se na submissão dos tribunais às ordens superiores; no controlo dos órgãos de comunicação social pelo Partido no poder; na preocupante partidarização dos órgãos de defesa e segurança; na repressão do direito a manifestação; e no desrespeito dos direitos humanos.

3- Na mesma senda, a Reunião tomou boa nota e solidariza-se com a posição tomada pela CEAST na sua última plenária anual, que apela para a contenção do ambiente político pelos Partidos Políticos.

4- A I Reunião Extraordinária da Comissão Política da UNITA apela aos cidadãos maiores de 18 anos para efectuarem a actualização do seu registo eleitoral, com vista a capacitarem-se para o voto e protagonizarem a alternância democrática em 2022.

Sobre a Situação Social
1- A I Reunião Extraordinária da Comissão Politica manifestou a sua preocupação pela progressiva degradação da situação económica e financeira dos angolanos, e exorta o Executivo a tomar as medidas necessárias com vista ao alívio dos preços dos produtos da cesta básica.

2- A Reunião solidarizou-se com as populações do Sul de Angola severamente atingidas pelas consequências da seca e apela que esta calamidade seja um factor de efectiva irmandade e não seja usada para fins político-partidários.

3- A I Reunião Extraordinária da Comissão Política da UNITA saúda os profissionais da linha da frente na prevenção e combate à Covid 19 e exorta os angolanos a observarem as medidas de biossegurança determinadas pelas autoridades sanitárias.

C) Sobre a Vida Interna do Partido

1- A I Reunião Extraordinária da Comissão Política da UNITA concluiu que o Acórdão 700/2021 é um acórdão político que encerra uma armadilha politica para se alcançar um objectivo político, o de dividir a UNITA, travar o amplo movimento social para a mudança e inviabilizar a alternância de poder.

2- A I Reunião da Comissão Política considerou que o anulado XIII Congresso foi legítimo e organizado legalmente nos termos dos Estatutos da UNITA, da Constituição da República de Angola e da Lei.

3- A 1ª Reunião Extraordinária da Comissão Política ratificou os seguintes actos realizados pelo Partido:
- A recepção do Acórdão 700/2021 no dia 07 de Outubro do ano em curso;
- A sua interpretação e aceitação feita no dia 8 de Outubro de 2021;
- A passação de pastas entre o Presidente eleito no XIII congresso Ordinário, anulado pelo TC, Eng. Adalberto Costa Júnior e o Presidente eleito no XII Congresso Ordinário, Isaías Henrique Ngola Samakuva que reassume a presidência do Partido até a tomada de posse do Presidente a ser eleito no XIII Congresso.

4- A I Reunião Extraordinária da Comissão Política da UNITA ouviu a posição do Presidente do Partido sobre a necessidade da realização do XIIIº Congresso e aprovou com 222 votos (94,9%) favoráveis, Um (1) voto contra (0.4%) e Onze (11) abstenções (4,7%) a realização do XIII Congresso até 4 de Dezembro de 2021.
5- A I Reunião Extraordinária da Comissão Política da UNITA apela a unidade em torno da Direcção para protagonizar a mudança.
6- A I Reunião Extraordinária da Comissão Politica rejeita a intromissão do Tribunal Constitucional na gestão da vida interna do Partido cuja autonomia lhe é reconhecida pela lei dos Partidos Políticos.

7- A I Reunião Extraordinária da Comissão Política mandatou o Presidente do Partido a proceder às nomeações dos cargos de Direcção e chefia do Partido ao nível nacional e provincial para permitir um funcionamento normal antes do Congresso.

Luanda, 20 de Outubro de 2021.

A I Reunião Extraordinária da Comissão Política da UNITA
Em destaque
19/10/2021
13/10/2021
O Presidente da República, começou seu mandato há quatro anos mais precisamente em 2017. O último ano do seu mandato é o período de Agosto de 2021 à Agosto de 2022.
A UNITA tomou conhecimento à data de 7 de Outubro do corrente ano de 2021 da decisão fixada em sede do processo movido contra o Partido, configurada no acórdão N 700/2021.
Namibia – O principais jornais namibianos destacaram esta semana que o corpo mutilado de um cidadão daquele país foi encontrado na passada segunda-feira, 18, a flutuar no rio Okavango, em Angola. O cidadão cuja identidade não foi revelada tinha 35 anos de idade e andou desaparecido depois de ter atravessado ilegalmente o rio para o território angolano, para comprar álcool.
Assim que começou nas novas funções de Juíza Conselheira Presidente do Tribunal Constitucional (TC), Laurinda Jacinto Prazeres Cardoso colocou de parte oito “draft” de acórdãos que estavam a ser preparados pelos seus colegas para priorizar o processo 887-A/2021, que derrubou Adalberto Costa Júnior da Presidência da UNITA.
 Um polícia angolano foi hoje morto a tiro durante um assalto, por dois desconhecidos que circulavam numa motorizada, junto a um hipermercado de Luanda, anunciou o comando provincial de Luanda.
O activista angolano, Tanaice Neutro afirma que é intenção do MPLA querer impor o regresso de Isaías Samakuva como presidente da UNITA nas próximas eleições gerais, porque “comem na mesma mesa”, mas deixa claro que os activistas não vão permitir que isso aconteça em 2022.
Lisboa – Irene Alexandra da Silva Neto, filha de António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, poderá concorrer a presidência do MPLA, ao congresso ordinário agendado para Dezembro deste ano, para “acabar com as políticas divisionistas, que destruíram a unidade interna e nacional”, conforme revelações do porta-voz da Fundação Agostinho Neto (FAN), Artur Queiroz.
Os últimos 12 meses o País tem vivido um clima turbulento, motivado por uma crise social, fruto da subida dos preços da cesta básica, desemprego, agravado pelas consequências da pandemia da Covid-19, sem descurar a "desaceleração" do combate à corrupção.
Eco do Partido
Campo do militante
Segundo o Club-k na sua edição desta terça-feira, 03 de Agosto de 2021, se fosse vivo, Jonas Savimbi faria hoje 87 anos. A falta de água potável, de estradas e de saneamento básico sempre foi atribuída ao fundador da UNITA. Houve alguma mudança em Angola desde que o líder da oposição morreu?
“A Importância ou não da cerca sanitária em Luanda” foi o tema do Debate da manhã deste sábado, 22 de Agosto de 2020, na Rádio Despertar, em que os convidados consideraram não continuarem válidas as razões que estiveram na base da criação da cerca sanitária à Província de Luanda.
Intolerância
Palavra do Presidente
O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, reassumiu, esta segunda-feira, 25 de Outubro de 2021, o lugar no Conselho da República, em acto presidido pelo Chefe de Estado, João Lourenço.

Após conferir posse ao líder da UNITA, o Presidente da República augurou que o regresso de Isaías Samakuva seja para ficar.

"Quis o destino que a pátria chamasse Samakuva pela segunda vez para desempenhar o mesmo cargo, facto que não é comum", enfatizou João Lourenço, afirmando conhecer as qualidades do presidente da UNITA.

Em declarações à imprensa, no final da cerimónia, Isaías Samakuva prometeu trabalhar para a unidade nacional, garantindo que dará o seu contributo no órgão de consulta do Presidente da República, com a sua experiência, "no que for necessário".

Confirmou ter solicitado ao Tribunal Constitucional clarificação do seu papel enquanto presidente da UNITA, considerando o acórdão difícil de entender na íntegra.

O político disse que, apesar do contexto, o partido vai preparar com afinco o congresso em cerca de 40 dias, quando, em condições normais, precisaria de quatro meses.

Samakuva tinha cessado funções em Janeiro de 2020, depois de deixar a liderança da UNITA e substituído por Adalberto Costa Júnior, que havia sido eleito presidente do partido no XIII congresso, entretanto anulado este mês pelo Tribunal Constitucional (TC).

O TC votou pela anulação do congresso, num processo levantado por alguns militantes da UNITA, que alegaram irregularidades e pelo facto de Adalberto da Costa Júnior ter concorrido sem renunciar a nacionalidade portuguesa.

O Conselho da República é um órgão Colegial Consultivo do Chefe de Estado angolano e dele fazem parte o vice-presidente da República, os presidentes da Assembleia Nacional e dos partidos políticos com assento parlamentar, bem como a vice-presidente do MPLA.

Integram ainda o órgão o procurador-geral da República, o ex-Presidente da República, além de individualidades indicadas pelo Chefe de Estado.

grupo parlamentar 
A explicação foi dada esta sexta-feira, 15 de Outubro de 2021, pela Deputada Navita Navemba Ngolo, que na qualidade de segunda responsável do Grupo Parlamentar da UNITA procedeu na sede do grupo parlamentar, em Luanda, a réplica da UNITA ao discurso do Estado da Nação proferido na Assembleia Nacional, pelo Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço, durante a abertura do IV e último ano parlamentar.

A réplica tocou sobre os vários pontos mencionados pelo Presidente da República sobre o Estado da Nação, num discurso que constituiu a última mensagem do Chefe do Executivo no actual mandato legislativo.

“Infelizmente, não obstante 2022, ainda ser um ano por percorrer, o mandato do Presidente João Lourenço é marcadamente depressivo economicamente, porque repleto de pressupostos económicos equivocados que, tornaram a sua governação num falhanço estrepitoso. Quando se olha para as previsões que o PDN 2018 -2022 faz em termo da principal variável macroeconômica – PIB, constata-se que, em média anual ao longo do mandato o governo de João Lourenço erra 4 pontos percentuais na previsão do crescimento económico”.

“Aliás, não devemos nos esquecer que, a quando da apresentação do seu primeiro orçamento em 2018, previu uma taxa de crescimento económico de 4.9 por cento. Mas, no final acabou-se terminando, com menos de 0 (zero) ou seja, menos 2, 1 por cento. Foi uma margem de erro de 7 pontos percentuais, naquele ano, e tem sido assim, para o mandato comum todo. Esses números dispensam comentário, porque revelam o aludido colapso económico de Angola” disso Navita Ngolo.

“Prometeu gerar 500 mil novos postos de trabalho, quando paradoxalmente, e segundo o semanário expansão, só no ano 2020, o sector formal da economia perdeu 537 mil postos de trabalho”, disse a deputada, para quem, “sobre a educação e a saúde; segundo as informações do ministério da educação, conjugadas com as informações da UNICEF, Angola possui acima de 9 milhões de alunos na actual governação do Presidente João Lourenço. Todavia, este número poderia ser um ganho e um orgulho, se houvesse qualidade de ensino. É na governação do Presidente João Lourenço, onde ouvimos um dos seus colaboradores no sector da educação, quando falava às câmaras da Televisão Pública de Angola, de que em Angola existe mais de 4 mil professores, que não sabem ler nem escrever”.

“Desde que começou em Angola o combate preventivo e curativo contra a COVID-19, a luta contra as doenças endêmicas deixou de ser prioridade”, disse a parlamentar.
De acordo com a parlamentar, “sobre o combate a corrupção, a governação do MPLA há 45 anos, assenta seus métodos na corrupção, na falta de transparência na gestão da coisa pública; bem como na ausência total de prestação de contas ao povo”.

“O Presidente da República, no discurso sobre o estado da Nação, fez algum balanço à corrução em Angola, mas não nos disse o quanto tal combate falhou. Os discursos prenhes de promessas de combate à corrupção na prática, o angolano não consegue ver senão as lutas vingativas entre marimbondos, salalés e caranguejos”.
L.i.m.a - actividades
O maior partido da oposição (UNITA) realiza, nesta quarta-feira, 20 de Outubro de 2021, em Luanda, a sua primeira reunião extraordinária do Conselho Político, convocado pelo seu presidente Isaías Samakuva, com objectivo de analisar a situação deste partido, após o acórdão 700/2021, que anulou XIII Congresso, que elegeu Adalberto Costa Júnior como presidente.

Faltando um dia para realização deste evento, vários membros deste órgão das demais províncias já começaram a chegar a partir desta segunda-feira, 18, para participarem do conclave.

Dada a importância do acto e um clima de tensão interna, a presidente da Liga das Mulheres Angolanas (LIMA), braço feminino do partido UNITA, Helena Bonguela Abel, apelou, nesta segunda-feira, 18, aos membros do Conselho Político, através de uma publicação feita nas suas redes sócias, dizendo que a UNITA é “um instrumento de luta para dignificar os angolanos e as angolanas patriotas”, sublinhando que “vamos à reunião da Conselho Político com espírito de Unidade e Coesão”.

A também deputada referiu que a UNITA, tal como a sigla diz, é a “União Nacional para Independência Total de Angola, claro como a água”.

Helena Bonguela destacou o perigo da organização, caso não se ponham fim ao conflito que divide a UNITA em duas alas.


“Membros da Comissão Política, é a UNITA em causa e só unidos que somos mais fortes e unidos venceremos”, finalizou a dirigente partidária.
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021