UNITA - ANGOLA
Começo por desejar a todas as angolanas e a todos os angolanos um Bom Ano de 2021, um ano em que possamos recuperar a esperança por um futuro melhor para todos. O desejo de que possamos trabalhar todos juntos e unidos em busca de um caminho que nos reduza o sofrimento, que reduza a pobreza. Que possamos ter um ano com mais diálogo institucional. Um ano com menos mortes. Que o nosso país abrace este ano a concertação política e social.
26/05/2017
O país africano vive um momento histórico frente as próximas eleições, que marcarão o rumo que tomará o Governo angolano para sair da crise actual

BILBAO- Angola é um país que, com todas suas forças tenta deixar para trás um presente de extrema pobreza que se agravou durante os últimos anos devido à queda do preço do petróleo. Entre outros, regista a taxa de mortalidade infantil mais elevada do Mundo em crianças menores de cinco anos. Perante esta situação, Isaías Samakuva, Presidente do principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), opina que o país vive um momento histórico de transição, cujo futuro se aclarará nas próximas eleições de 23 de Agosto. Nelas, o actual presidente da República, José Eduardo dos Santos, não estará presente entre os candidatos, depois de 40 anos à testa do Governo angolano, apoiado pelo Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA). Samakuva está estes dias em Euskadi e entre outros, foi recebido pelo Presidente, Iñigo Urkullu, pela Presidente do Parlamento, Bakartxo Tejera e pelo Presidente do EBB do Partido Nacionalista Vasco, Sr. Andoni Ortuzar.

P: Com as eleições a volta da esquina, poderia dizer-se que Angola está a viver um momento histórico?

R: A vida dos países tem momentos mais importantes do que outros e, certamente, agora mesmo em Angola, estamos a viver um desses momentos: um momento histórico. Precisamente, vivemos um momento de transição de uma era a outra, mais nova. Viemos de uma era que foi dominada pelo MPLA e pelo Presidente José dos Santos; de uma era em que os princípios democráticos foram sempre violados de maneira consciente; de uma era em que o respeito dos direitos humanos não era completos. Mas como eu já disse, estamos num momento histórico, um momento de transição e temos que trabalhar para que esta oportunidade de mudança não escape.

P: Para isso, quais são os desafios políticos que Angola tem que afrontar?


R: São vários, mas, talvez, um dos principais, seja conseguir uma abertura democrática que permita ao povo angolano expressar-se livremente dentro do estabelecido pela lei. E nem podemos esquecer-nos da necessidade imperiosa de mudar a atitude dos governantes; estes tem que aprender que são servidores do povo e não ao contrário.

P: E no âmbito social?

Um dos grandes desafios de Angola, é acabar com a fome e a pobreza. O povo angolano vive numa miséria extrema e necessita que se levem a cabo acções concretas, para sair desta situação. Na UNITA, nós acreditamos, firmemente que com um governo que trabalhe para o bem do povo e não para os governantes, poderemos resolver rapidamente este e outros problemas sociais, porque Angola e um país potencialmente rico.

P: Em petróleo, se não me engano.

R: Sim, mas não só. Por exemplo, só no sector mineiro, temos uma série de minerais como o ouro, o cobre, fosfatos, uranio, níquel, etc. E noutros âmbitos também temos oportunidades importantes. Precisamente, que praticamente toda a economia angolana se tenha assente no petróleo, e um dos principais problemas ao nível económico, porque além de ser um produto muito volátil, cujas consequências já sofremos em mais de uma ocasião, algum dia esgotará. Por isso, temos que sair do modelo actual e diversificar a nossa economia para aproveitar outros recursos e rendimentos, daqueles de que dispomos, tais como o sector agrícola, o mineiro, o dos serviços, o turismo etc, etc. Desta maneira, se resolverão grande parte dos problemas sociais. Angola tem condições fantásticas para sair da crise em que esta mergulhada.

P: E porque é que até agora não se tomou esse caminho?

R: Porque o actual governo é corrupto e além disso distraiu-se, fixando-se só no petróleo. Porquê? Porque parece mais fácil obter dinheiro dele. Mas não podemos jogar a nossa economia com uma só carta, enquanto temos muitas mais.

P: Qual e a primeira medida que tomaria se alcança a presidência?

R: Desenvolver cinco áreas importantes para melhorar a vida dos angolanos. Estas seriam fomentar o emprego, desenvolver serviços sanitários, melhorar o sistema educativo, solucionar o problema da vivenda e conseguir direitos laborais para que todos os angolanos possam ter a possibilidade de viver com dignidade.

P: Relativo a cidadania, como estão a viver os angolanos este momento de mudança?

R: Os cidadãos estão completamente cansados do regime actual e expressam, abertamente, a sua vontade de participar em eleições que estejam isentas de fraude. Ainda mais agora que o povo angolano sabe que o governo actual nunca cumpriu as suas promessas. Por isso, eu diria que estão preparados para culminar com este processo de transição; do nosso lado, vamos trabalhar para abrir a porta à mudança, impedindo a fraude eleitoral.

P: Que papel teria que tomar a Comunidade Internacional, respeito a essas eleições?

R: A Comunidade Internacional tem que jogar um papel de grande importância, mas com cabeça e com o fim de conseguir o bem para Angola, mediante uma transição que se faça em tranquilidade e não ao desde um ânimo fiscalizador. Sobretudo, tem que ajudar a que estas sejam realmente umas eleições livres, sem fraude eleitoral. Para isso, tem que acompanhar todo o processo e também exercer um papel observador. Tudo isso ajudará a conseguir a estabilidade e a paz, é precisamente isso o que todos desejamos, porque a Comunidade Internacional em geral tem um grande interesse em Angola. Mas isso, sim: só se Angola for um país estável e em paz.
Em destaque
21/11/2020
16/11/2020
As circunstâncias ditaram que a II Reunião Ordinária da Comissão Política da UNITA conhecesse o seu epílogo em terras de Malanje, correspondentes ao antigo Reino da Matamba e dos soberanos Kambolo Matamba, Mulundo Kambolo e Njinga Mbandi. Por essa razão, esperamos, ardentemente que as heróicas tradições de Malanje que se reflectiram nas destemidas revoltas ocorridas nas plantações de algodão na Baixa de Cassanje, as belas paisagens, as Majestosas Pedras Negras de Pungu Andongo e as quedas de Calandula, nos inspirem nos trabalhos que vamos realizar aqui em prol de uma Angola igual para todos os angolanos.
Em entrevista à DW, o diretor-executivo da Amnistia Internacional em Portugal pediu a responsabilização das autoridades pela violência em Angola. Lembrou que para além de Luanda, há outro epicentro de repressão: Cabinda.
Segundo publicou-o à Angop na sua edição desta segunda-feira, 25 de Janeiro de 2021,informou a comissão de reforma da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD)-Angola convocou, sábado, em Luanda, a sua assembleia geral ordinária para a última semana de Fevereiro deste ano.
Após prestar juramento como o 46º presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira (20/01),o democrata Joe Biden começou o seu discurso de posse destacando que “a democracia prevaleceu“. Ele declarou que “há muito a ser curado” nos Estados Unidos e prometeu ser o presidente de todos os norte-americanos.
O Governo da Federação Russa pretende dinamizar e aumentar as suas relações comerciais com Angola, investindo na produção de carne bovina e suína e ajudar na industrialização do país.
O Presidente da República, João Lourenço, autorizou, através de um Decreto Presidencial, o Instituto Nacional dos Assuntos Religiosos, a taxar os actos de prestação de serviços às denominações religiosas. Os valores a serem cobrados deverão ser revertidos a favor do Estado, através da Conta Única do Tesouro.
Segundo publicou-o à Angop na sua edição deste Domingo, 24 de Janeiro de 2021, que a empresária angolana Isabel dos Santos foi retirada, pela revista Forbes, da lista de bilionários de África, na sequência da queda da sua fortuna de 2,3 para 2,2 mil milhões de Dólares americanos (1,4 biliões de Kwanzas), em Janeiro de 2020.
Na sua edição de sexta-feira (22), a Forbes indica que a fortuna de Isabel dos Santos “encolheu” em 100 milhões de Dólares, equivalentes a 65,1 mil milhões de kwanzas (AKZ).
Poucas horas após assumir o cargo de Presidente dos Estados Unidos, na quarta-feira, Joe Biden assinou vários decretos que marcam uma clara ruptura com as políticas de Donald Trump. Entre eles, está o regresso do país ao Acordo de Paris e a anulação das explorações petrolíferas nas zonas protegidas, assim como a protecção dos imigrantes que chegaram menores aos EUA e a suspensão da construção do muro na fronteira com o México.
Eco do Partido
Campo do militante
O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, trabalhou esta quarta-feira 26 de Julho de 2017, na capital do Bengo, Caxito, tendo discursado para as populações locais.
“A Importância ou não da cerca sanitária em Luanda” foi o tema do Debate da manhã deste sábado, 22 de Agosto de 2020, na Rádio Despertar, em que os convidados consideraram não continuarem válidas as razões que estiveram na base da criação da cerca sanitária à Província de Luanda.
Intolerância
Palavra do Presidente
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do Membro da Comissão Política da UNITA, do Conselho da Presidência e General na Reforma, Demóstenes Amós Chilingutila, ocorrido na manhã deste domingo, 24 de Janeiro de 2021, no Huambo, vítima de doença, consta do comunicado publicado na Página Oficial do Facebook, do Presidente da UNITA.

De acordo com a informação, o Presidente do segundo maior partido em Angola, “endereça em nome dos membros, simpatizantes e amigos da UNITA e no seu próprio, os mais sentidos pêsames à família enlutada”.

No comunicado publicado este domingo, 24, do mês corrente, o Presidente da UNITA, “informa que nas próximas horas serão fornecidos os detalhes do programa das exéquias”.
grupo parlamentar 
Segundo publicou o Clu-k na sua edição desta Sexta-Feira, 22 de Janeiro de 2021, que o antigo secretário-geral do MPLA, Álvaro Boavida Neto, assumiu na Plenária desta Quinta-Feira (21 de Janeiro do corrente ano), que grande parte dos elementos dos Governos do MPLA cometeram erros que prejudicaram os cidadãos angolanos durante os longos anos de poder deste partido, especialmente em matéria de corrupção e impunidade.

EM MATÉRIA DE CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE

Todos nós fizemos mal aos nossos cidadãos. Doravante precisamos de difundir a misericórdia", disse Boavida Neto, quando intervinha durante o debate sobre o "Combate à Impunidade como Factor Primordial à Boa Governação", promovido pelo Grupo Parlamentar do MPLA.

Este debate foi despoletado pelo MPLA que elaborou um extenso relatório onde descreve aquilo que foi a história do País desde a independência, em 1975, especialmente no pós-guerra, a partir de 2002, onde são avançados dados referentes à economia, aos processos judiciais em curso, entre outros pontos.

Este documento, lido pelo deputado Paulo de Carvalho consubstancia um retrato escrito daquilo que o partido entende como sendo a justificação para o facto de Angola ser o que é hoje, com os seus prós e contras, mas sem um juízo severo sobre o seu desempenho governativo em quase 46 anos.

Entretanto, na sua intervenção, Boavida Neto reconheceu que uma minoria de pessoas "saqueou o País", comprometendo o sonho das futuras gerações que vão pagar um preço alto no futuro.

"Em todas as sociedades há santos e pecadores. Mas os santos foram sempre uma espécie rara", frisou, prometendo que o passado não volta a ser repetido.

Segundo o deputado, quem cometeu os erros tem que estar preparado, porque a qualquer altura pode ser chamado para responder na justiça.

O deputado da CASA-CE, Justino Pinto de Andrade, outra das intervenções mais fortes neste debate, disse que as políticas do MPLA sempre conduziram a sociedade a uma pobreza absoluta.

"O presente regime democrático ainda não é funcional, porque o MPLA tem tudo concentrado nas suas mãos", sublinhou, salientando que "tudo o que o ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos, fez foi com aprovação do MPLA, por isso merece respeito".

Segundo ele, José Eduardo dos Santos "ajudou a enriquecer os seus companheiros do partido, visto que o MPLA foi o grande arquitecto destas práticas".

"Não é justo atacar outros considerando-os de maribondos. Todos são grandes maribondos", disse Justino Pinto de Andrade, frisando que o MPLA tem grandes responsabilidades por ser o único a governar Angola desde 1975.

A deputada da UNITA, Arlete Chinbinda, igualmente crítica, disse que devido à impunidade e à corrupção, "os angolanos deixaram de acreditar no MPLA"

"O Executivo deveria divulgar a lista das personalidades que já devolveram o dinheiro e os que não devolveram. Isso ajudaria a perceber como é que vai a luta contra à impunidade e a corrupção no País", sugeriu a eleita da UNITA.

O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, lamentou que os autores da corrupção em Angola "continuem intocáveis por pertencerem o partido no poder" e continuam a ocupar cargos na direcção do Governo.

"O País esta muito mal. Toda a riqueza está na mão dos estrangeiros deixando cada vez mais os angolanos pobres", lamentou Lucas Ngonda.

A deputada do MPLA, Luísa Damião, que reconheceu haver erros no passado, afirmou que o actual Executivo está a acabar com a era corrupção e da impunidade.

"Não haverá tréguas na luta contra a impunidade, nepotismo e a corrupção", afirmou, sublinhando haver, nos dias hoje, no País, um aumento de transparência na gestão do erário público.

Lembrou que o combate à corrupção é um dos temas prioritários do programa de governação do MPLA 2021/2022.
Fonte: Novo Jornal




L.i.m.a - actividades
Vale referir que podemos considerar o ano que hoje termina um ano "suis generis", tendo em conta a especificidade dos acontecimentos registados e que abalaram de forma negativa o Mundo e em particular o nosso País.

Estamos a falar sobretudo da Covid-19 que não escolheu raças, tribos, condição social e económica. Isto deve servir de lição para que se respeite e se aplique de facto o princípio de igualdade e da dignidade da pessoa humana.

Precisamos olhar para o ano que termina com alguma honestidade e um senso crítico e seletivo para sabermos o que fizemos de positivo para as nossas comunidades e para as nossas próprias vidas, no sentido de acautelarmos que falhas que aconteceram no ano que ora finda não se repitam, projetando assim, um futuro com mais solidariedade e compaixão, criando um ambiente de convivência na diversidade de opiniões, pois as diferenças bem geridas são susceptíveis em criar um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. É preciso que as nossas acções estejam marcadas de coerência e honestidade, principalmente para os gestores públicos, sob pena de cairem em descrédito.

Terminar o ano, é hora de balanço, pessoal e colectivo, pensando nas nossas atitudes, no modo como nos relacionamos entre seres da mesma espécie, a humana, e com honestidade alterar tudo que precisa mudar do ponto de vista físico e não só.

Portanto é momento de retrospectiva que deve encerrar muita honestidade para que a sociedade seja melhor e sirva os propósitos da humanidade e do senso de racionalidade.

Ao terminar o ano, precisamos que cada um perdoe o seu próximo por tudo que tenha feito de errado para relançar um novo ambiente capaz de salvaguardar a dignidade e a integridade de todos em torno do bem comum.

Muitas foram as situações que ocorreram e que precisam de ver uma esponja a passar por cima delas para alavancar um outro modo de convivência entre irmãos na fraternidade e na paz.

Todavia, transitar para o outro ano, para além de ser um acto festivo, deve se transformar num acto de reflexão, capaz de, com honestidade, iluminar o caminho a seguir de forma positiva no ano de 2021.

Ainda vivemos numa era em que a fome, a miséria, as doenças endêmicas e outras infelizmente fazem morada no nosso seio, privando o que é essencial para que seres humanos se desenvolvam e vivam de acordo com a vontade do criador.

As mulheres, diante deste emaranhado de coisas, devem servir de agentes de união e conselheiras para que consigam unir as famílias que são os núcleos essenciais da sociedade, pois tem se dito que família educada, sociedade sã e reconciliada.

À todos, que o ano de 2021 seja um ano de várias conquistas e que a paz social substitua a paz do calar das armas, para que cada angolano saiba explorar positivamente os seus pontos fortes.

Boas saídas e boas entradas
Manuela dos Prazeres de Kazoto

Fonte: Club-k

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