UNITA - ANGOLA
Na verdade Jonas Malheiro Savimbi é, pelo seu pensamento e acção, um inextinguível Inspirador para, as presentes e futuras gerações, de patriotas Angolanos.
Com a sua luta os angolanos conquistaram o direito de serem homens livres e decidirem o seu próprio destino. Por isso, hoje, lutam para implantar em Angola as autarquias locais, como a alavanca para a consolidação da Democracia Participativa e do Desenvolvimento Inclusivo.
12/09/2020
Prezados Vice-Presidentes, Secretário Geral e Secretário-geral Adjunto

Excelentíssima Presidente da Liga da Mulher Angolana

Excelentíssimos Membros da Direcção do Partido,

Estimadas Companheiras do Executivo Nacional da LIMA,

Mamãs, Caros Jornalistas,

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Acabamos de cumprir a formalidade de conferir posse aos membros do Executivo Nacional da Liga da Mulher Angolana (LIMA), órgão que terá a responsabilidade de traduzir em acções, as resoluções do IV Congresso da LIMA, recentemente realizado.

O IV Congresso da LIMA, para além da eleição da sua Presidente, trouxe-nos também um desafio novo, jamais experimentado, questionando os fundamentos do nosso partido e um dos seus valores principais, a DEMOCRACIA,qual bandeira quenos tem dado vantagem competitiva no espaço nacional, porque não praticada igualmente pelo nosso adversário principal.

Esta nova ocorrência, só possível lá onde a democracia assenta na renovação regular dos mandatos, na coragem e na persistência de abraçar a pluralidade de candidaturas, num ambiente externo não democrático!

A democracia não existe onde a prática permanente assenta na indicação e pseudo eleição “singular”, de uma única candidatura.

Nós pretendemos aqui reiterar a validade dos nossos valores políticos, de que cito entre outros: Patriotismo; Democracia; Liberdade; Justiça Social; Subordinação da Política à Ética.

Demos espaço de intervenção aos órgãos encarregues de fiscalizar a conformidade dos actos dos órgãos executivos, com as normas estatutárias. Entretanto juntamos matéria complementar, relevante, para análise e estudo, nos órgãos, bem como na Escola de Quadros do Partido, com o objectivo de aprimorarmos sempre e sempre mais, a validade dos nossos princípios políticos e a transparência dos nossos actos.

Sob o lema: LIMA Pátria, LIMA Unidade; a LIMA só poderá cumprir a sua missão estratégica se tiver como base da sua acção a Unidade.

Com este acto, estamos a dizer que a LIMA deve partir para a acção, na materialização dos programas do Partido. Daqui para a frente queremos ver a LIMA transformada num instrumento galvanizador das mulheres angolanas, para a mobilização da sociedade, para os desafios que tragam soluções à difícil realidade do nosso país e da mulher em particular.

Aliás, lembra-nos a história que desde 1972 aos nossos dias, a LIMA sempre soube tomar a dianteira em unir a Mulher Angolana, em torno dos programas do nosso Partido e dos seus princípios fundamentais. Temos a felicidade da presença entre nós da primeira Presidente da LIMA, a veterana mamã Isalina Kawina, das mamãs Catarina Ululi, Salomé Epolwa e tantas outras, como testemunhas vivas do percurso heróico das mulheres filiadas na UNITA. A exemplo da mamãs que acabei de citar, a LIMA e a UNITA têm aqui neste espaço e nas demais Províncias, patriotas e nacionalistas que com o seu saber, abnegação e trabalho árduo, fizeram da LIMA uma organização de importância estratégica e vital para enfrentar e vencer desafios.

O nosso país vive uma realidade particularmente difícil, em que quer o Partido como toda a Sociedade Angolana, clamam por mudanças que exigem da Mulher uma participação ainda mais vigorosa, empenhada e decisiva.

O nosso Partido, a UNITA, foi força motora das mudanças que tiveram lugar em Angola. A existência do Estado angolano, no ordenamento jurídico presente resultou também do esforço da UNITA e da acção do seu líder Fundador, o Dr Jonas Malheiro Savimbi. Os passos dados até aqui, no que respeita à consolidação e ao aprofundamento do Estado Democrático e de Direito, nunca seriam possíveis sem a acção persistente da UNITA. A cada dia que passa constatamos a enorme expectativa e a esperança que os angolanos, principalmente os jovens e as mulheres, depositam no nosso Partido como a força política capaz de materializar a realização de uma Angola inclusiva, de liberdades, de desenvolvimento e de dignidade.

Muitos dos desafios previstos para este ano de 2020, ficaram sem concretização. O partido que suporta o governo preferiu deliberadamente transferir para o COVID 19, as suas opções de recusar aos angolanos a expressão plena da democracia participativa e tal como Judas, também negou os compromissos publicamente assumidos. Mais uma vez nega servir o seu soberano: o Povo Angolano.

Esta semana o governo angolano, pela voz do Presidente da República, veio confirmar que a sua prioridade são os interesses do seu partido e os interesses de uma elite que assaltou o tesouro público, depauperou o país e que timidamente vai-nos servindo algumas migalhas e sobras do banquete, sob a forma de actuações da PGR, amplamente publicitadas por uma imprensa cada vez mais em formato de monopólio estatal, em clara contravenção à lei, para nos distrair! Entretanto as CPI´s continuam a ser recusadas.

Quem combate verdadeiramente a corrupção não deveria ter medo de permitir os inquéritos parlamentares ao BESA, à Sonangol, ao Fundo Soberano, à Dívida Pública! Porque continuam engavetados? Porque estão lá os seus nomes, os factos e os actos que os expõem.

O calendário autárquico de 2020, escrito à lápis pelo MPLA foi agora apagado da agenda política nacional, porque muito antes da Covid assolar o nosso país, já o regime demonstrava não ter, nem vontade, nem convicção para a concretização do poder local. Pressionamos o governo a vir a público dar a devida explicação aos angolanos sobre a validade ou não dos compromissos eleitorais assumidos. Foi sem surpresa que ouvimos os porta-vozes do governo e do partido de regime, afirmar aos angolanos que atrasaram“de propósito” tarefas de preparação das autarquias; ouvimos governantes a afirmar que querem repetir eleições com um ficheiro de onde desaparecem mais de 2,5 milhões de eleitores; ouvimos o governo afirmar que tem apenas um projecto de manutenção do poder a qualquer preço e confessar que está a perder legitimidade política! Sim, a governação vem acompanhada do respeito pelos compromissos estratégicos, pela realização do país, pela satisfação da vontade popular, pelo escrupuloso respeito dos compromissos e calendários eleitorais, tudo aspectos agora negados.

Cada vez mais os angolanos percebem que o país está sem rumo, que este regime destruiu a classe média e está a promover a pobreza nas famílias angolanas. Quem trava o desenvolvimento das comunidades locais, como estratégia para não perder o Poder, não merece continuar no Poder.

Ao contrário de outros países do continente africano que realizam eleições, mesmo com a pandemia e com maior número de casos positivos, os governantes angolanos revelam não ter compromisso com o futuro do seu Povo. É isso que explica o adiamento “sine die” das autarquias locais e o risco do adiamento das eleições gerais!

Angola vai continuar a ser o único país da região em que está inserido, que não realiza as eleições autárquicas.

Estamos perante mais uma demonstração de que o Partido de Regime tem outra agenda que não coincide com as aspirações da maioria dos angolanos.

A realidade económica e social das populações é preocupante, aumentam os números de famílias na indigência, perante a qual o Executivo do Presidente João Lourenço não apresenta soluções adequadas. Nesta fase da Covid-19, a situação de numerosas famílias é dramática. As estatísticas do Executivo não correspondem com a vivência real das populações. Não é só a Covid-19 que está a matar, as outras endemias continuam a causar inúmeras mortes em Angola que não são anunciadas e não constam das estatísticas.

Não podemos hoje deixar de citar aqui, o elevado número de mortes causadas por uma actuação imprópria e excessiva de alguns agentes da polícia nacional! Ontem, mais uma morte de uma adolescente. Não podemos aceitar que este governo não respeite o valor sublime da vida! Que perante tanta morte não haja responsabilização das suas chefias. Que não haja consequências políticas para ninguém! Desse modo as lideranças do governo estão a dar cobertura á continuidade destes crimes! Enquanto políticos e particularmente enquanto cidadãos temos o dever de manifestar a nossa indignação!

A LIMA deve ter entre os seus programas a prioridade da mobilização e organização das mulheres angolanas das diferentes sensibilidades para a elevação da sua consciência cidadã, como condição determinante da sua participação em acções de cidadania, que quando assumidas por todos, podem efectivamente provocar mudanças. O nosso país e o mundo estão cheios de exemplos de bravura e dedicação de mulheres que mudaram o curso da história e das situações em diversas áreas do saber e da vida.

Neste contexto exorto, a Liga da Mulher Angolana a encabeçar iniciativas de pendor político, social e económico que visem dar soluções a problemas que afectem as comunidades.

Existem metas estabelecidas por organizações como as Nações Unidas, União Africana e a SADC viradas para a promoção, valorização e realização das mulheres, que exigirão da LIMA muita proactividade.

Prezadas companheiras!

O novo Executivo Nacional da LIMA deverá:

– Aprofundar a unidade e coesão no seio das militantes da LIMA;

– Reforçar a cooperação com as demais organizações femininas para uma frente unida na luta política contra o regime;

– Proteger o património humano e as conquistas históricas da LIMA;

– Promover a formação política e revitalizar a acção Social das militantes da LIMA, juntos dos comités locais do Partido, nas comunidades onde cada membro reside ou desempenha as suas actividades;

– Imprimir uma nova dinâmica junto das Direcções Provinciais, Municipais e locais da LIMA para cumprimento dos prograamas estabelecidos;

– Inculcar nos membros e dirigentes a todos os níveis da LIMA o “espírito de missão”;

– Implementar programas de capacitação técnica e profissional para as militantes da LIMA e demais franjas da mulher da sociedade civil Angolana.

Auguro sucessos a esta equipa que contém o equilíbrio entre a experiência, a maturidade e a juventude, para vencerem os desafios de uma nova etapa, que exige uma nova dinâmica.

VIVA A LIMA

LIMA – PÁTRIA; LIMA – UNIDADE

Muito obrigado!

Adalberto Costa Júnior

Presidente da UNITA

11 de Setembro de 2020
Em destaque
20/07/2020
Estamos hoje, uma vez mais, a celebrar a democracia interna no nosso partido, que é pioneiro do respeito a este princípio, em Angola. Abraçamos também, com coragem, que a mudança das lideranças fosse sempre por via de eleições com múltiplas candidaturas e com o rigoroso respeito pelos prazos dos mandatos. Este o exemplo com que gostaríamos de contagiar as lideranças das instituições do nosso país, especialmente aquelas que com maior responsabilidade ocupam as funções de governação. É o que acontecerá no decurso dos trabalhos deste Congresso, da Liga da Mulher Angolana – a nossa LIMA, o braço feminino da UNITA.
Completam-se hoje, dia 18 de Julho de 2020, 50 anos desde que tombou, heroicamente, em combate, o Patrono da JURA, David Jonatão Chingunji, mais conhecido por “Samwimbila”.
A operadora de telefonia móvel, Movicel, decidiu, nesta segunda-feira, 28
de Setembro de 2020, reajustar, a partir do dia 01 de Outubro, o tarifário
dos planos mensais.
A comissão já está criada e datas definidas para a realização da VI
convenção do Bloco Democrático (BD), marcado para os dias 22 e 23 de
Abril de 2021 – processo que vai eleger o novo corpo directivo ou
reconduzir os actuais dirigentes, anunciou nesta segunda-feira,28 de
Setembro de 2020, o secretário-geral, João Baruba.
O ministro angolano e director do gabinete do Presidente da República,
Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, colocou nesta quinta-feira,
24 de Setembro de 2020, o seu cargo a disposição, aguardando agora pela
decisão do Chefe de Estado, João Manuel Gonçalves Lourenço se aceita ou
não, o pedido de demissão.
O Presidente da República, João Lourenço, nomeou, esta quinta-feira, 24
de Setembro de 2020, uma Comissão de Gestão para dinamizar a política
empresarial do Entreposto Aduaneiro de Angola, com o propósito de
concretizar os seus objectivos estratégicos.
Milhares de angolanos protestaram este sábado, 26 de Setembro de 2020,
contra as promessas eleitorais pelo Presidente da República, João
Lourenço, nos três anos de mandato, duas manifestações tomaram
algumas artérias de Luanda com a alta taxa de desemprego no país e a
burla de que cerca de mais de mil pessoas dizem ter sido alvo em
projectos habitacionais.
Segundo à informação a que o Correio da Kianda, teve acesso nesta quinta-
feira, 24 de Setembro de 2020, a Associação Angolana dos Direitos do
Consumidor ameaça interpolar uma acção judicial contra as empresas do
sector das telecomunicações, que continuam a aumentar os preços dos seus
serviços à margem da lei.
Eco do Partido
Campo do militante
O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, trabalhou esta quarta-feira 26 de Julho de 2017, na capital do Bengo, Caxito, tendo discursado para as populações locais.
“A Importância ou não da cerca sanitária em Luanda” foi o tema do Debate da manhã deste sábado, 22 de Agosto de 2020, na Rádio Despertar, em que os convidados consideraram não continuarem válidas as razões que estiveram na base da criação da cerca sanitária à Província de Luanda.
Intolerância
Palavra do Presidente
Falando à Imprensa, após a Reunião extraordinária do Conselho da República, ocorrida esta terça-feira 8 de Setembro de 2020, convocada pelo Presidente da República, João Lourenço, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior mostrou-se pouco satisfeito com os argumentos apresentados pelo Titular do Poder Executivo para justificar o adiamento das questões estratégicas como as eleições autárquicas, a manutenção da cerca Sanitária sobre Luanda, entre outras.

Segundo o Presidente da UNITA, a não indicação da data as autarquias, é um perigo, para um país que tem tantos desafios que não tem motivos nenhuns para se ver adiados em função de uma agenda partidária, uma postura que o Líder da UNITA, considerou também ser, “uma absoluta vergonha”.

“A questão das Autarquias Locais, eu diria uma vergonha, uma absoluta vergonha. O governo apareceu com uma séria de paliativos para tentar justificar o adiamento, inclusive sine die, nem se quer o governo aparece com compromisso de fazer Eleições Autárquicas em 2021, que a defesa da maior parte de nós”.

“Houve, felizmente, muitos conselheiros que sugeriram ao Presidente da República o perigo de estar a levar o país a uma agenda partidária. Porque, o que se está a passar aqui não é mais do que a agenda do MPLA, que está em causa. Não quer fazer as Eleições Autárquicas; tem medo do resultado das eleições Autárquicas. E, deixou-nos, inclusive, com a suspeição do adiamento das Eleições Gerais”, disse o responsável da UNITA.

Quanto a cerca sanitária o Líder da UNITA disse que, “O governo optou pela manutenção da cerca a Luanda, e não tem perspectivas de abrir mão da cerca, que foi de facto um assunto bastante debatido, e com muita polémica, diria, onde uma boa parte dos Conselheiros entende que a cerca devia ser levantada, e o Balanço por parte da Comissão Multissectorial sobre a circunstância do combate à Covid-19, as consequências da Covid e uma informação sobre a economia, também uma informação do combate ao Covid e as suas consequências sobre o calendário autárquico”, disse aos jornalistas o líder da UNITA.

Na ocasião Adalberto Costa Júnior voltou a considerar que o não levantamento da cerca sanitária a Luanda é bastante prejudicial.

“Como sabem, a nossa posição é de que o governo não tem estatística das consequências da cerca à Luanda, o governo direcciona uma informação ao cidadão e limita a condição do cidadão em poder reflectir sobre as consequências da cerca, no sentido de que a contaminação está aqui, então, agora vamos proteger as vidas. Não é verdade”, prosseguiu.

De acordo com o dirigente da UNITA, a não justificável a manutenção da cerca sobre Luanda, numa altura em que o vírus já circula em todo o país.

“A grande verdade é que o vírus está fora de Luanda há muito tempo, e uma estatística de rigor prova-nos que morre muita gente por consequência da cerca a Luanda. O número de mortes por causa da limitação de circulação, das falências extremamente aceleradas das empresas, por causa de medidas restritivas ligadas à circulação e importação da condição inclusive de testagem está a matar muito mais gente do que a manutenção da cerca”, revelou.

Em relação a reabertura das aulas, um assunto também discutido na Reunião, o Presidente da UNITA, defendeu que o governo devia ter feito um estudo que fosse previamente realizado, tendo avançado que o seu partido pronunciou-se sempre pela não abertura do ano escolar, particularmente no ensino primário.

“Nós também há um bom tempo que temos vindo a dizer que dever-se-ia ter feito um estudo muito mais responsável, no sentido de que aqueles estabelecimentos de ensino que tivessem condições deviam ter tido reinício do ano escolar”, afirmou o responsável.

O líder da UNITA pronunciou-se também sobre o número de desempregados do sector privado de ensino.

“As consequências de um ano completamente parado, onde milhões de estudantes, sejam do ensino público como do privado são muito grandes, atirou-se para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores ligados ao Ensino Privado, e não se levou em consideração esta realidade”, criticou, sublinhando a necessidade de preparação de condições mínimas para esta reabertura e também a implementação de um ensino presencial misto com o ensino à distância com o uso das novas tecnologias.

Para Adalberto Costa Júnior, é muito estranho que chegados a Setembro se esteja a dizer que é possível retomar o ano, entretanto aconselhou programas que diminuíssem a falta de acompanhamento dos conteúdos, que ocupassem os estudantes.“O que nós também aconselharíamos é que se encontrassem programas que diminuíssem a falta de acompanhamento dos conteúdos, que ocupassem um pouco estes estudantes para que na retomada não tivessem tantos danos pela longa ausência. O Covid veio para ficar, portanto, nós temos que ter criatividade, em preparar não só as condições mínimas: a água, a luz, nas casas de banho, mas também termos um ensino presencial misto com o ensino a distância com o uso das novas tecnologias. É exactamente esta criatividade que não ocorreu”, rematou o Presidente da UNITA.
grupo parlamentar 
Caros Jornalistas Povo Angolano

Minhas Senhoras e meus senhores.

Fazem hoje 28 anos desde a realização das primeiras eleições gerais em Angola, queremos partilhar com todos algumas questões candentes da vida dos angolanos, que na visão da UNITA são os pilares para a consolidação do Estado Democrático de Direito e a criação de bases para o desenvolvimento.

Este é também o mês em que se assinalou o dia internacional da Democracia, um sistema pelo qual a UNITA se bate desde a sua fundação.

Os pilares do Estado Democrático de Direito têm sido constantemente violados, estando Angola 28 anos depois, no estágio de uma Democracia em transição, onde os direitos e garantias dos cidadãos tem sido violados, com destaque para a sobreposição do poder Executivo sobre os poderes legislativo e Judicial. Essa falta do Check and balance condiciona a fiscalização às accões do Poder Executivo que continua impedida por força do Acórdão do Tribunal Constitucional, numa autêntica contradição com a prometida reforma do Estado.

Para o aprofundamento da Democracia, um dos pilares que a UNITA defende é a descentralização político- administrativa que só pode ser concretizada com a implementação das Autarquias em todos os municípios e em simultâneo.

Apesar da Constituição da República consagrar a institucionalização das autarquias desde a sua primeira versão em 1975 à actual, que considera autarquias os 164 municípios do País, este desiderato viu o seu adiamento sine die, pelo Presidente da República, alegando razões ligadas a Covid 19. Neste quesito, mais uma vez, o Titular do Poder Executivo faltou com a palavra e desrespeitou a opinião que lhe foi gratuitamente emitida pelo Conselho da República, muito antes do surgimento da Covid 19, revelando falta de vontade política e submissão do interesse nacional aos interesses de um grupo.

No últimos anos do mandato de José Eduardo dos Santos o Grupo Parlamentar da UNITA empenhou-se para o alcance de consensos que culminaram com a aprovação do calendário de tarefas essências para a realização das eleições gerais em 2017 e as autárquicas, mas até hoje o pacote das autarquias não termina porque a maioria parlamentar de que é Presidente Gen. João Manuel Gonçalves Lourenço recusa-se a agendar a discussão e aprovação de uma das mais importantes matérias, a Lei da Institucionalização das autarquias.

O Grupo Parlamentar da UNITA considera ser urgente que se proceda a essa discussão e aprovação para que não se adie mais o desenvolvimento de Angola, que está provado ser apenas possível descentralizando os poderes político e administrativo.

O Grupo Parlamentar da UNITA saúda o Governador de Benguela, Rui Falcão Pinto de Andrade, por ter tido a coragem de reconhecer este facto e denunciar a falta de competência do Governo Central em materializar a descentralização político-administrativa. O titular do Poder Executivo prometeu fazer de Benguela Califórnia, mas passados 3 anos o seu representante local reclama descentralização política e administrativa por não conseguir sequer recolher o lixo das cidades que também dependem do Governo Central.

Noutras paragens do mundo, quando um membro do Executivo chega a tal conclusão é motivo bastante para a auto-demissão do Titular do Poder Executivo e seus auxiliares.

Na visão da UNITA a descentralização político- administrativa poderá trazer um desenvolvimento célere das comunidades, maior participação dos cidadãos na resolução dos problemas que os afectam, maior interação entre governantes e governados e, finalmente, a promoção da transparência e boa governação de que Angola necessita.

Um outro pilar para um verdadeiro Estado Democrático de Direito é a liberdade de Imprensa que continua disfarçada em plural mas altamente partidarizada. Os órgãos de comunicação social continuam a servir de maquiagem da má governação, veículos de propaganda a favor do Presidente do MPLA, tal como nos velhos tempos. Basta rever a novela dos noticiários que marcaram o aniversário da sua investidura.

Também ressalta-nos o facto da TPA nunca se ter dignado em convidar o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior desde que foi eleito, quando até a Vice-Presidente do MPLA depois indicada, mereceu o espaço grande entrevista na Televisão Pública de Angola.

Com os actuais confiscos dos órgãos privados como a TV Zimbo, TV Palanca e outros, que do ponto de vista legal concordamos que assim seja feito, tendo em conta a sua génese, ou seja, os recursos ilícitos com os quais foram criados, o cenário tende a piorar, por causa da partidarização das instituições do Estado a que já nos habituamos, aliás, os sinais já são visíveis. Pelo que recomendamos a reprivatização transparente e célere destes órgãos e a facilitação do surgimento de outros, em nome do Estado Democrático de Direito. Os profissionais da classe clamam por uma revisão do pacote legislativo da comunicação social adequado a um verdadeiro Estado Democrático e de Direito. Sem comunicação social plural, sem liberdade de imprensa não há democracia funcional.

O terceiro pilar em reflexão é a corrupção institucionalizada, cujo combate vem provar a sobreposição do poder político sobre a justiça. Dai haver intocáveis, como são os casos do Director do Gabinete do Presidente da República, o ex-Vice-Presidente e outros que continuam a ser protegidos, mesmo diante de tantas denúncias anteriores e actuais da TVI e, sob o silêncio impávido da PGR e do Titular do Poder Executivo. Com isso, fracassou igualmente a promessa do Repatriamento de capitais.

A igualdade e a liberdade são parâmetros para o exercício da cidadania que através de diversas formas de manifestação popular é o meio eficaz de fazer surgir novos direitos, pelo que 28 anos depois de Angola abraçar o Estado Democrático de Direito é hora de colocar a cidadania em acção ao serviço do interesse nacional. Não basta criarem-se vários fóruns de concertação, se os mesmos não gerarem resultados que criem impacto na vida dos cidadãos que são em democracia os soberanos.

Finalmente, para a UNITA a governação só faz sentido se tiver como finalidade a satisfação das necessidades dos cidadãos que são fundamentalmente: Alimentação, vestuário, saúde, Educação, energia elétrica, emprego e salário justamente remunerável, boas estradas, segurança pública e outros. Mas infelizmente até hoje a maioria dos angolanos continua a ver os seus direitos fundamentais como uma miragem. Por isso a solução passa pela alternância democrática que a UNITA se propõe a protagonizar com todos os patriotas angolanos.

Muito Obrigada
L.i.m.a - actividades
Helena Bonguela Abel venceu neste Sábado, 08 de Agosto de 2020, a eleição do IV Congresso da LIMA com 61, 36%, correspondentes 368, superando as suas duas concorrentes Manuela dos Prazeres de Kazoto, a segunda mais votada com 208 votos, equivalentes a 33, 76%, e Domingas Jungulu José que ficou na terceira posição com 30 votos correspondendo a 4, 87%.

O Conclave ocorreu em 8 Regiões, por sistema de videoconferências devido as restrições impostas pelas medidas de combate a COVID-19.

Entretanto, os resultados da eleição deixaram insatisfeita a Candidata Manuela dos Prazeres, que contestou os resultados do pleito, após a divulgação final.

“A UNITA é a promotora da Democracia em Angola e devemos ser de facto o espelho e a escola da Democracia. Dito isso, eu, senhor Presidente e membros da Direcção, do fundo do meu coração, enquanto militante, eu não gostaria de pactuar com vícios, e por essa razão, queiram desculpar-me, eu não estou de acordo com o resultado deste Congresso”, disparou.

Em resposta, a Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, Amélia Judith, refutou a contestação apresentada pela Candidata Manuela dos Prazeres, afirmando que, em nenhum momento recebeu alguma reclamação.

“Enquanto Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, em nenhum momento recebemos alguma reclamação da Candidata Manuela dos Prazeres, e para complementar eu tenho as actas sínteses do país, se o Presidente Permitir, eu vou ler acta por acta. Para dizer que eu não recebi, se recebesse nós teríamos agido”, defendeu-se Amélia Judith Ernesto.

O Congresso da Organização Feminina da UNITA, a LIMA – Liga da Mulher Angolana, ocorreu nos dias 7 e 8 de Agosto de 2020, em 8 Províncias de Angola. A Região Sul, reunida na província da Huíla, com as Províncias do Cunene, da Huíla e Namibe; a 2ª Região Centro 1, reunida no Bié, com as Províncias do Kuando Kubango, do Bié e do Huambo; a 3ª Região é a Centro 2 reunida em Benguela, com as Províncias de Benguela e do Kwanza-Sul.

A 4ª Região correspondeu a Região Leste e albergou as Delegadas na Lunda Sul, da Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico; a 5ª Região representou a Região Norte, e acolheu-se na Província do Uíge, com Delegadas da Província do Zaires, Uíge e Malange e com algumas dos municípios do Kwanza-Norte que não podiam se deslocar para a Lunda-Sul, devido as restrições à COVID.

A 6ª Região foi a região do Kwanza-Norte, que tem o Município em cerca sanitária, realizando o Congresso de forma isolada, a 7ª Região igualmente isolada, foi a Região de Cabinda, por questões geográficas, e a 8ª Região foi a Região de Luanda que reuniu-se com a Província do Bengo.


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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2020