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Presidente Samakuva na final do Quadrangular 3 de Agosto no Sumbe
O Líder da UNITA, Dr. Isaías Samakuva trabalha no Kwanza Sul, desde ontem, domingo 12 de Agosto de 2018.
14/09/2018
Descanso eterno, General "Ben-Ben"
Os restos mortais do General Arlindo Chenda Issac Pena "Ben-Ben" chegaram hoje à Luanda, provenientes da República da África do Sul, em cujo solo estiveram sepultados, na sequência do seu falecimento a 19 de Outubro de 1998, após ter sido evacuado de Luanda.

O General Ben Ben fazia parte do grupo de oficiais das FALA que foram incorporados nas fileiras das Forças Armadas Angolanas - FAA, ocupando o cargo de Chefe do Estado Maior Adjunto, no âmbito dos Acordos de Paz .

Nas FALA exerceu as funções de Comandante Militar a vários escalões e chegou a ser Chefe do Estado Maior General. Teve formação militar em Academias Militares de Marrocos e França. O meu primeiro encontro com o General Ben, em 1980, um pouco depois do último levantamento do Cuangar, na altura Major, quando escalou a posição do Batalhão 333, na RM 17, então comandado pelo então Major, Álvaro Essuvi Lutukuta.

Entre as suas várias qualidades destaca-se a simplicidade. Nas unidades militares que dirigiu, tornou-se, facilmente amigo dos soldados com os quais jogava bola, quando as circunstâncias operacionais o permitissem. Esteve com os Batalhões 04 e 60 na abertura da Frente Norte a partir da então Região Militar 93. Foi Comandante da Frente Estratégica "Estamos a Voltar". Comandou unidades das FALA que durante 137 dias defenderam com estoicismo e patriotismo o Mavinga contra a chamada Ofensiva do Último Assalto.

Foi o General Ben e seus companheiros das FALA que introduziram nas fileiras das FAA um novo modo de relacionamento entre oficiais e praças. Nas FALA de onde provinham, as altas patentes tinham o dever e obrigação de irmãos mais velhos dos soldados. Já nas FAA os Generais idos das FALA ensinaram as altas patentes a dignar-se cumprimentar os seus subordinados, apertando-lhes a mão.

Não era prática. Os soldados eram tido como simples objetos, não eram tratados com dignidade intrínseca à sua natureza humana.

Em 1992, escapou do assassinato programado pelos serviços
de segurança do MPLA contra dirigentes e membros da UNITA. Mas o seu irmão Engenheiro Elias Salupeto Pena foi assassinado com o então Vice-presidente Jeremias Kalandula Chitunda, Alicerces Mango e Eliseu Chimbili.

Tendo abandonado Luanda, graças à sua destreza militar, o General Ben Ben chegou ao Huambo em Fevereiro de 1993, em pleno decurso da guerra dos 55 dias, em a UNITA resistia tenaz e heroicamente a ofensiva das FAA.

Em 1995, o General Ben-Ben chefiou a delegação das FALA nas negociações das chefias Militares. com vista a implementação do Protocolo de Lusaka. A delegação das FAA era dirigida pelo seu chefe do Estado Maior, o General João Baptista de Matos. As negociações que visavam a implementação de questões Militares do Protocolo de Lusaka tiveram duas rondas na Comuna da Chipipa e na sede municipal do Waku Kungo, sob os auspícios do General Chris Garuba. Na Chipipa, o mediador escolheu a pequena igreja para albergar, sob Crucifixo, as chefias dos dois exércitos rivais, em busca das vias para cumprimento das cláusulas militares.

A segunda ronda aconteceu no Waku Kungo. Eram momentos de tensão, em que a delegação das FAA tentava explorar as suas vantagens no campo militar, procurando impor condições inaceitáveis à outra parte. O General Ben Ben, que na mesa de negociações representava o Alto Comandante das FALA, defendia, com serenidade, dignidade para os oficiais e soldados a desmobilizar. A ronda do Waku durou dois dias. No último dia, as condições climatéricas não foram favoráveis à aterragem, no Bailundo, do avião da UNAVEM que levava de volta a delegação das FALA. Passar a segunda noite no Waku configurava um perigo, sem a presença de outra delegação militar e perante um clima de muita desconfiança entre as partes. O General João de Matos que já tinha deixado o Waku para Katombela, ordenou que o General Ben e sua delegação escalasse a cidade do Huambo, com uma das aeronaves ao serviço das FAA.

O momento impunha serenidade. A cidade do Huambo encontrava-se em poder das FAA, havia pouco tempo. Tal como no Waku onde não todas as garantias de segurança, também a escalado pelo Huambo representava o mesmo risco. Alguma aflição podia ser lida no rosto dos componentes da delegação. Mas o General Ben-Ben que já experimentou muitos momentos de risco, soube transmitir calma necessária. O avião fez-se à pista do aeroporto Albano Machado por volta das 17:00 daquele dia. Ficamos no interior da aeronave, enquanto o Comandante das Forcas da UNAVEM, Brigadeiro Kumar preparava a coluna que levaria o General Ben-Ben a sua comitiva ao Bailundo. Pela janela do avião era possível visualizar Pedro Candela, Comandante provincial da polícia e delegado do Interior e o General Sousa, Comandante da região centro.

Por volta das 19H00 estava tudo pronto. O Brigadeiro Kumar movimentou a coluna de viaturas Nissan todo terreno e convidou o General Ben-Ben e seu pessoal a descer do avião e subir para os veículos. O General Sousa acompanhou o General Ben-Ben até a pedra Kandumbu e despediu-se. Prosseguimos viagem com a escolta da UNAVEM até ao Bailundo, aonde chegámos ao princípio da madrugada.

Na sequência desses passos e do aquartelamento e Desmobilização dos efectivos, os Generais Ben-Ben, Regresso, Chipa, Wiyo, Njele, e outros incorporaram as fileiras das FAA, assegurando deste modo o engajamento da direcção da UNITA e do Dr Savimbi em particular no processo de paz.

Já em Luanda e gozando das "prerrogativas", o General Ben-Ben foi alvo de atentado, tendo a bala, supostamente perdida, atingiu o seu segurança no pé.

Em nome da paz, o General Ben-Ben continuou em Luanda e nas FAA, até que uma dita malária lhe atacou. O seu internamento na clínica do exército, segundo algumas fontes, propiciou o agravamento do seu estado de saúde, a tal ponto que a sua evacuação à África do Sul não travou a sua morte.

Paz eterna, Comandante Ben-Ben.
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Intolerância
Palavra do Presidente
Presidente da UNITA exige atenção do Estado às Viúvas dos Combatentes
O presidente da UNITA, Isaías Samakuva afirma que o processo de reconciliação nacional carece de mais passos no quadro da reinserção social dos antigos combatentes e veteranos da pa´rtria na caixa de segurança social.

O líder da UNITA que falava aos órgãos de comunicação social após a audiência com o Chefe de Estado, afirmou que o referido processo não deve abranger apenas os ex-militares, mas estender-se também às viúvas dos combates de falecidos.

“Nós aproveitamos o encontro para tratar de várias questões relacionadas como processo de Reconciliação Nacional. Achamos que o processo que tem decorrido precisa de passos maiores e ter em consideração que as pensões que não cobram apenas os ex-militares, mas também as viúvas. Há viúvas que, nos termos dos acordos, mereceriam alguma atenção do Estado, mas até aqui têm atravessado muitas dificuldades e não têm merecido as pensões de sangue que deviam merecer”, sublinhou Isaías Samakuva.

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grupo parlamentar - actividade
Tribunal Supremo arquiva processo a favor de Trabalhadores
Um grupo de Deputados da UNITA visitou muito recentemente os trabalhadores da ENDIAMA na zona diamantífera de Kafunfu, Município do Kuango, na Lunda Norte, despedidos em 1992, que acusam o Tribunal Supremo de arquivar o seu processo de indeminização.

A sentença foi proferida em 2004, na sala de trabalho do tribunal de Luanda, a favor dos trabalhadores, tal como divulgou a Rádio Despertar.

Os ex-trabalhadores da ENDIAMA aproveitaram a ocasião para expor o seu problema aos defensores do povo na casa das Leis.

“O Tribunal Supremo não está a fazer a justiça ao manter o processo pendente desde Dezembro de 2011, tornando-se o processo desses trabalhadores num comércio de gestões de ENDIAMA, em detrimento de cerca de 5 mil trabalhadores, ante a passividade de quem de direito”.

Os antigos funcionários acusam ainda o Tribunal Suprema de proteger a elite da empresa, em detrimento de mais de 5 mil trabalhadores, que clamam pelo cumprimento da sentença do Tribunal de Luanda.

“Angola está hoje transformada num estado sem regras, onde conter um destes que gozam prerrogativas e estatutos de angolanos, podem fazer os filhos dela o que bem lhe vier a tona porque se sentem protegidos pela nomenclatura”.

O Assessor Político do Grupo Parlamentar da UNITA, Figueiredo Mateus, deu a conhecer que “O grande propósito foi atender a um grito dos trabalhadores da ENDIAMA abandonados, alguns dos quais despedidos sem indeminização, a altura da declaração, se é que foi feita. Da falência da empresa ficaram a deriva acima de 5 mil trabalhadores, que têm famílias. É fácil fazer as contas. 5 mil trabalhadores, se cada trabalhador tiver no seu agregado três membros, a conta vai para muito em cima.

“No encontro que fizemos com eles, lemos no rosto de cada um uma única imagem, o sofrimento. Aqueles com que falamos, nas suas palavras, são os sobreviventes. Já muitos esperaram pela indeminização, pelo pagamento dos últimos salários, e assim por diante, não conseguiram resistir até agora”, disse.

De acordo com Figueiredo Mateus, se conseguiu vivenciar, aquilo que se pode chamar por “Apartheid Angolano”; uma estrada melhor para aqueles que estão no poder; geram riquezas, tiram diamantes; e uma outra que é para o angolano que tem que passar por uma estrada muito tortuosa, com buracos, com ravinas; porque, a estrada é extremamente péssima. Esse é o termo, só para colocar o nome as coisas e chamá-las. De modo que o cenário desolador, a fotografia com que saímos daqui é que, faz sangrar o coração, e acho que tem o país que temos.

O Político acrescentou.

“Nós pertencemos a um Grupo Parlamentar que está bem representado na Assembleia Nacional. Estas tristes fotografias que trazemos daqui do modo como os angolanos são tratados nas minas, do modo como são remunerados, as privações por que passam, e assim por diante, podem eventualmente potenciar alguns ante-projectos para que possamos defender os angolanos.

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L.i.m.a - actividades
Porta-voz da LIMA faz balanço das celebrações
Manuela dos Prazeres Secretária para a Informação da LIMA, que falava recentemente aos microfones da Rádio Despertar, faz balanço positivo do 46º aniversário da organização feminina da UNITA – Liga da Mulher Angolana, que decorreu de 16 a 30 de Junho, coincidindo com a realização da 3ª reunião ordinária da organização, que contou com a intervenção do Presidente do Partido, Isaías Samakuva.

“O balanço é positivo as mulheres responderam ao chamamento nosso, porque não foi apenas realização das celebrações do 46º aniversário da fundação da Liga da Mulher Angolana, nós tivemos também a terceira reunião ordinária do Comité Nacional, isto implicou a presença de todo o país, ali no Kuando Kubango, na cidade de Menongue”, disse a porta-voz da LIMA.

Segundo Manuela dos Prazeres, “Os trabalhos decorreram de forma positiva. Também o acto central das celebrações do quadragésimo sexto aniversário da fundação da LIMA correu de forma excelente, com o líder do Partido a presidir o acto”.

Manuela dos Prazeres apresentou como desafios actuais organização feminina do Partido, mobilizar as mulheres de várias as franjas da sociedade, não só mulheres políticas, mulheres no seu todo, a participarem activamente no processo das autarquias locais, realçando que a LIMA defende que as autarquias devem ser realizadas em todo os municípios do país.

“E, a LIMA pensa que as autarquias devem ser realizadas em todos os municípios do país, e ao mesmo tempo, nada que priorizarmos um e deixarmos o outro para depois. Porquê? Porque estaremos nessa altura a incentivar as assimetrias municipais”.

A também jornalista esclarece que a constituição de Angola consagra o gradualismo funcional.
“E, não só, fazendo aqui menção a Lei, Queirós, nada impede que as autarquias sejam realizadas em todos os municípios do país. O que estamos aqui a assistir, o que estamos aqui a acompanhar naqueles que defendem, e eu digo mesmo aqui, o MAT está a dar a conhecer, está a propalar pelo país sobre o gradualismo geográfico, eu digo que isto é apenas um interesse político, porque o a constituição consagra é o gradualismo funcional”.

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2018