UNITA - ANGOLA
Um bom dia acrescido da enorme satisfação de termos o honroso convite dirigido pela Direcção da LIMA para procedermos a uma muito simbólica, muito importante inauguração desta casa.
Dizer que, para nós é muito importante ter as estruturas centrais das nossas organizações políticas próximas das estruturas centrais das Instituições.
21/11/2020
Excelentíssimo Senhor Vice-Presidente,
Caros Senhores Secretário-Geral e Secretário-Geral Adjunto
Digna Secretária Da Comissão Política
Digníssimo Senhor Secretário Provincial de Malanje
Membros da Direcção do Partido,
Digníssimos Membros da Comissão Política da UNITA
Prezados Membros, simpatizantes e amigos da nossa UNITA
Caros Jornalistas,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Depois de termos realizado as Reuniões da Comissão Política, primeiro em Luanda, depois no Huambo (com a participação dos membros residentes nas províncias do Huambo, Bié, Kuando Kubango, Benguela, Kwanza Sul, Namibe, Cunene e Huila, respectivamente), damos hoje início à 3ª e última fase, reunindo na capital das terras da Palanca Negra (com a participação dos membros da Comissão Política residentes nas provinciais de Malange, Lunda Sul, Lunda Norte, Moxico, Kwanza Norte, Bengo, Uíge, Zaire e Cabinda). Este desdobramento é consequência do respeito pelas medidas sanitárias decorrentes do combate à pandemia da Covid-19.
É com imensa satisfação que saúdo calorosamente os companheiros membros da Comissão Política provenientes dos diferentes municípios de Malanje, e das províncias acima citadas. Espero que tenham tido a oportunidade de algum descanso, especialmente os companheiros do Moxico, Lunda Norte e Lunda Sul, cuja via está muito degradada.

É imperioso que o país esteja dotado de uma rede de estradas e não só, que facilite o movimento das populações e das mercadorias. O nosso país deve tirar lições dos erros cometidos no passado, para não ter de os repetir. Devemos proporcionar a cada cidadão o acesso igual aos serviços, aos bens de consumo, com os mesmos preços, partilhando inclusão e cidadania. Este é o pensamento da UNITA e por isso para nós a reafirmação da inquestionável validade dos pressupostos de um Estado Democrático e de Direito, única via para a consolidação de uma Angola moderna e desenvolvida. Por isso a nossa clara reafirmação da necessidade da realização das autarquias locais em 2021, em simultâneo e em todos os municípios. É uma traição à Angola e aos angolanos, retardar as autarquias locais ou fazer a defesa do gradualismo. Adiar as autarquias e realizar eleições apenas em alguns municípios é promover o crescimento das assimetrias regionais e o aumento da pobreza. Com o gradualismo nós estaremos a promover uma Angola de desigualdades, uma Angola de primeira, outra de segunda, de terceira, etc... e compete-nos dizer NÂO a essa cobardia, a essa falta de amor ao povo!

As circunstâncias ditaram que a II Reunião Ordinária da Comissão Política da UNITA conhecesse o seu epílogo em terras de Malanje, correspondentes ao antigo Reino da Matamba e dos soberanos Kambolo Matamba, Mulundo Kambolo e Njinga Mbandi. Por essa razão, esperamos, ardentemente que as heróicas tradições de Malanje que se reflectiram nas destemidas revoltas ocorridas nas plantações de algodão na Baixa de Cassanje, as belas paisagens, as Majestosas Pedras Negras de Pungu Andongo e as quedas de Calandula, nos inspirem nos trabalhos que vamos realizar aqui em prol de uma Angola igual para todos os angolanos.

Os últimos tempos têm retirado da nossa convivência inúmeros entes queridos, tendo por um lado a pandemia do covid e por outro a agravar das endemias tradicionais. Aqui perdemos um ilustre Pastor, Dom Benedito Roberto e uma incansável companheira, Catarina Caetano e Sousa. Neste preciso momento no Huambo um nosso companheiro despede-se da sua gratíssima esposa. Peço um minuto de silêncio em memória de todas estas perdas que tocam tantas famílias do nosso país.
Muito obrigado.

Prezados companheiros, Minhas Senhores e Meus Senhores!
A falta de resposta aos anseios dos angolanos, especialmente dos jovens a quem foram prometidos empregos, habitação, autarquias locais, uma Califórnia entre nós, melhor ensino e tudo mais, tem gerado inúmeras reivindicações. Não compreendendo as expectativas dos jovens e pela sua cultura contrária ao diálogo, o Executivo do Presidente João Lourenço tem reprimido tais reivindicações, com recurso à força e à violência. As mais recentes dessas acções ocorreram nos dias 24 de Outubro e 11 de Novembro em Luanda e em outras províncias do nosso país.

O nosso país tornou-se objecto de notícias nos médias internacionais, não é só pelos escândalos de corrupção mas é sobretudo agora, pela repressão e mortes de jovens manifestantes nas ruas de Luanda. Essas situações que colocam Angola entre os países que não respeitam e não toleram o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais dos cidadãos, acontecem porque o governo do Presidente João Lourenço entendeu empunhar armas contra o povo que reclama nas ruas a falta de emprego, contra o elevado custo de vida e pela concretização das autarquias locais no país.
A polícia nacional deve dialogar honestamente com os manifestantes e abandonar o uso da força. É o que se pode esperar de uma polícia republicana.
Com esse tipo de actos querem as autoridades induzir o medo nos jovens para os desencorajar a reivindicar os seus direitos consagrados na Constituição da República de Angola.

O regime está nervoso e desesperado por falta de opções credíveis. Age com brutalidade, para se defender da sua incompetência e incapacidade de resolver os problemas reais. Precisamos de estar vigilantes para não cairmos nas suas armadilhas.

Estas reivindicações são motivo suficiente para o uso da violência policial que temos assistido? Não! Nós achamos que o Presidente João Lourenço tem aqui uma oportunidade sem igual para ajudar a realizar o sonho de milhares de angolanos de ter um primeiro emprego. Para baixar o custo dos produtos da cesta básica e definir um calendário para as autarquias que engaje todas as forças vivas da sociedade angolana. É isso que os angolanos esperam dele e do seu governo: um governo que saiba dialogar, que esteja ao serviço do seu povo, um governo que esteja ao serviço das suas comunidades. Constactamos uma total instrumentalidade dirigida aos múltiplos actores da nossa sociedade e o emergir cada dia, de uma linguagem e postura arrogantes de alguns dirigentes.

A última intervenção do Excelentíssimo Ministro do Interior foi muito infeliz e nenhum cidadão responsável e consciente pode aceitar a afirmação do sr Ministro, de que as manifestações “têm como escopo a subversão da ordem estatuída e a destituição das instituições legitimamente eleitas”! Este governante deve ser chamado a apresentar provas destas graves afirmações e caso não as possua, o titular do Poder Executivo deve responsabilizá-lo. Os membros do governo não devem, nem podem andar a vender desconfianças, ameaças e chantagens à sociedade. Têm a obrigação de ter uma genuína cultura democrática. O governante deve ser o exemplo de tolerância, de respeito às leis e de não as manipular em sua conveniência. Têm a obrigação de não andarem a vender fantasmas, nem discursos ameaçadores e musculados, que mal escondem a sua impreparação para viverem em tempos assentes na pluralidade das ideias e das opiniões.

É decepcionante ver o partido que governa há 45 anos, mostrar–se impreparado para conviver numa sociedade plural e mostrar-se cada dia incapaz de garantir isenção e transparência na administração do interesse público. Quanto mais nos aproximamos dos períodos eleitorais, mais o partido de regime e o seu governo nos mostram que para eles governar é um exercício intemporal! Este é o resultado das longas permanências no poder, perdendo sensibilidades e acumulando vícios.

Não há democracia sem alternância. É interesse de todos lutarmos contra o país partidário que continuamos a ter hoje. Esse governo partidário defende os interesses de uma pequena elite, apostada em recusar o genuíno sonho de liberdade e de desenvolvimento da maioria dos angolanos.

Prezados Membros da Comissão Política,
Compatriotas

O ano de 2020 prestes a terminar trouxe-nos indicadores de falta de compromisso com o país e com o povo por parte dos governantes angolanos. As autarquias que estavam previstas para este ano, foram transferidas para data incerta. O país caminho no escuro, sem conhecer horizonte algum para os seus desafios institucionais.
Em Janeiro de 2020 nós propusemos uma calendário de compromisso, perfeitamente realizável: uma data para a aprovação da Lei de Institucionalização das autarquias Locais; um novo registo eleitoral, um compromisso para com a transparência, pois só de 2012 para 2017, desapareceram do ficheiro dos cidadãos adultos mais de 2,5 milhões de eleitores! Factos de Angola!

E hoje o regime indica-nos que não tem qualquer compromisso com a ética e a transparência, acumulando-se os indicadores de uma gestão das instituições a seu bel prazer: nega-se a legalização de partidos com todas as condições criadas; coloca-se na CNE figuras sem perfil para a missão; perde-se a vergonha e anuncia-se a construção do edifício para as autarquias que levará 18 meses a concluir, com o intuito de satisfazer agenda partidária; entrega-se ao CNJ casas para corromperem os jovens (são inúmeras as denúncias destes actos de corrupção, perante o silêncio das instituições; agora estamos a ouvir falar da legalização de partidos, criados artificialmente para combater a UNITA; a maioria na Assembleia Nacional aprova a entrega de Bilhetes de Identidade em troca dos cartões de eleitor, sabendo todos que muitos destes cartões foram entregues a cidadãos estrangeiros em troca do voto, colocando em perigo a segurança nacional! As campanhas de intoxicação, na sanha de procurar vantagens a qualquer custo, atingem até ilustres membros das forças armadas, sobre quem é lançada a suspeição e a intriga, em nome dos mesmos interesses de uma minoria habituada a dividir para reinar! O país atravessa uma grave crise institucional e de valores, sem precedentes.

As reservas morais deste país devem ser chamadas a intervir!

Não nos surpreendemos quando ouvirmos o executivo atribuir à Covid-19, a má qualidade de educação, as condições precárias dos serviços de saúde, as estradas esburacadas, a corrupção endémica, a falta de patriotismo dos dirigentes, a distribuição desigual de água e de energia electrica às populações, a falta de incentivos e apoio aos agricultores. Todas estas culpas agora são repartidas entre a Covid, a UNITA e o seu Presidente!

Caros membros da Comissão Política,
Milhas senhoras e meus senhores

Com o final desta reunião, teremos os programas internos actualizados e devemos virar as nossas atenções ao trabalho junto do cidadão e junto das comunidades.
O nosso país possui todas as condições para ultrapassar a crise que nos atinge. A nossa solução não vem do petróleo. O GIP, governo inclusivo e participativo, tem programas atualizados para abraçarmos estabilidade e desenvolvimento no nosso país.

Temo-lo dito e vamos repeti-lo. A riqueza que construiu as grandes cidades vinha do campo. Do café, do Uige, Kwanza Norte, Bié, Kwanza Sul e do Zaire. Não era do petróleo. A riqueza que fez Angola vinha do algodão que se produzia aqui em Malanje, vinha do sisal de Benguela. Vinha da pecuária. Os nossos governantes nos distraem que pequenos programas que só servem para enriquecer uns poucos espertos. Não há incentivos aos produtores familiares de café nessas regiões que mencionei. Os portugueses tinham construído vias para todos os sítios onde havia fazendas de café. E hoje o que vemos. Os pequenos agricultores que pelo esforço próprio produzem alguma coisa, queixam-se de falta de condições para escoamento dos produtos para os centros de consumo.

A Comissão Política deve tomar uma posição firme em relação à violação
dos direitos humanos nas Lundas. São recorrentes as ocorrências de mortes de populares por empresas de segurança. A riqueza que Deus plantou em algumas regiões de Angola, não deve ser fonte da desgraça das populações locais.

Essa reunião da Comissão Política deve tomar uma posição vigorosa em relação à exploração desenfreada da madeira que se fez nas províncias do Uige, Lundas e Moxico, entre outras, onde está a ocorrer um verdadeiro crime ambiental, sem observância de medidas que assegurem a preservação da natureza e da biodiversidade.

A UNITA mais uma vez é chamada ao trabalho e a saber transformar esperança em certeza, numa Angola democrática, respeitadora dos direitos humanos, desenvolvida e que devolva aos angolanos a dignidade que todos merecem.

Declaro aberta a II Reunião Ordinária da Comissão Política Polo Norte e Leste
Muito obrigado.

VIVA A UNITA - VIVA ANGOLA
Em destaque
16/11/2020
06/11/2020
Em entrevista à DW, o diretor-executivo da Amnistia Internacional em Portugal pediu a responsabilização das autoridades pela violência em Angola. Lembrou que para além de Luanda, há outro epicentro de repressão: Cabinda.
Reunimos hoje os membros da Comissão Política das províncias do Huambo, Bié, Kuando Kubango, Huila, Namibe, Cunene, Kwanza Sul e Benguela.
 O ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e chefe da Comissão de Combate à Covid-19, general Pedro Sebastião, foi obrigado a internar, para receber cuidados médicos depois de ter testado positivo a infeção do Covid-19.
Três anos após ter chegado ao poder e depois de ter defendido Manuel Vicente em alguns processos, o Presidente João Lourenço parece agora ter decidido retirar do armário o nome do antigo patrão da Sonangol, associando-o, pela primeira vez, a um alegado escândalo de corrupção.
O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse neste domingo, 29 de Novembro de 2020, que vai esperar mais algum tempo até congratular o presidente eleito dos Estados Unidos da América, Joe Biden, considerando que “houve muita fraude” nas presidenciais norte-americanas.
De acordo com a informação a qual o Menosfios teve acesso nesta quarta-
feira, 18 de Novembro de 2020, A Huawei e o Ministério das
Comunicações do Gana lançaram o Projecto de Telefonia Rural,
que visa fornecer serviços de voz e dados para mais de 3,4 milhões de
pessoas em comunidades carentes e não atendidas.
O Presidente João Lourenço convidou cerca de 100 jovens activistas sociais, a nível invidual e representantes de associações cívicas, para um encontro na quinta-feira, 26 de Novembro de 2020, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, no qual pretende auscultar as suas reivindicações e anseios. Informou o Club-k na sua edição desta terça-feira (24).
Os promotores da manifestação (concentração) do dia 21 de Novembro de 2020, sob o Lema POR UM COMBATE À CORRUPÇÃO E À IMPUNIDADE EM ANGOLA SÉRIO E JUSTO CONTRA TODOS OS SUSPEITOS, que terá Lugar no Largo da Independência, no 1.° de Maio, em Luanda, Laura Macedo, Leandro Freire, Helena Victória Pereira, Fernando Macedo e Muata Sebastião, comunicam que entendem que não existe nenhum impedimento legal ao exercício da sua liberdade de reunião e de manifestação!
Eco do Partido
Campo do militante
O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, trabalhou esta quarta-feira 26 de Julho de 2017, na capital do Bengo, Caxito, tendo discursado para as populações locais.
“A Importância ou não da cerca sanitária em Luanda” foi o tema do Debate da manhã deste sábado, 22 de Agosto de 2020, na Rádio Despertar, em que os convidados consideraram não continuarem válidas as razões que estiveram na base da criação da cerca sanitária à Província de Luanda.
Intolerância
Palavra do Presidente
O presidente do maior partido na oposição em Angola (UNITA), Adalberto Costa júnior, lamentou a morte do cantor e compositor Abel Lágrimas da Conceição Santos Teta, mas conhecido por Teta Lágrimas, falecido nesta terça-feira,24 de Novembro de 2020, aos 64 anos, vítima de morte súbita.

“Foi com surpresa que tomei conhecimento da morte do músico, Abel Lágrimas da Conceição Santos Teta”, lê-se numa mensagem assinada por Adalberto Costa Júnior e partilhada pelo seu Site oficial.

Acrescenta que, neste momento de tristeza, junto-me à “família enlutada à qual exprimo, em nome dos militantes, simpatizantes e amigos da UNITA e no meu próprio, os nossos mais sentidos pêsames”.

O músico e compositor Teta Lágrimas morreu, nesta terça-feira, 24, em Luanda, na sua residência Quinta Teta, no Patriota, município de Belas, confirmou ao Jornal de Angola, a sobrinha do cantor, Fineza Teta, segundo a mesma foi morte súbita.

Segundo a sobrinha deu a conhecer que o músico não estava doente, não se queixou de nada, acrescentando que o autor de “Amizade Colorida” dormiu e já não acordou.

De acordo com Fineza Teta, a causa da morte de Teta Lágrimas está para se apurar. “Neste momento, estamos à espera do resultado da autópsia para sabermos a verdadeira causa da sua morte, disse.

A artista plástica revelou que Teta Lágrimas estava a trabalhar na produção do seu novo CD.

Abel Lágrimas da Conceição Santos Teta tem no seu repertório várias obras discográficas, com destaque para “Mãe de todos nós, “Coisa da Vida, “Dilema, “Luanda já foste linda, “Renascente Esperança”, “Genuinamente, “Letra Chorada, “Lágrimas do Coração”, “Amizade Colorida” e o DVD “Letra Chorada”.
grupo parlamentar 
REPÚBLICA DE ANGOLA
A S S E M B L E I A N A C I O N A L
U N I T A

GRUPO PARLAMENTAR
GABINETE DO PRESIDENTE

Declaração Política do Grupo Parlamentar

Excelência Presidente da Assembleia Nacional
Distintos Deputados
Ilustres membros do Governo
Caros Jornalistas
Povo angolano

Angola viveu os últimos 07 meses, os mais longos dos últimos 18 anos de paz.
A pandemia da Covid 19 e consequente crise económica e social poderá durar muitos anos se não for aproveitada como uma oportunidade para mudar a cultura de governação e redesenhar as políticas públicas.

A declaração política do Grupo Parlamentar da UNITA é essencialmente uma contribuição estratégica para um novo tempo, uma nova visão política e um novo compromisso de Estado.
- Um novo tempo: a era pós Covid;
- Uma nova visão política fundada na gestão estratégica com foco no futuro de Angola;
- Um novo compromisso político baseado na cidadania inclusiva, participativa, sobretudo, sentido de consciência de serviço público útil e temporário.

Como pessoas, portanto, simples mortais, como deputados, como governantes, cada um de nós, deve ou devia ter um propósito útil na vida:
- Vamos partilhar com os angolanos, em particular com o governo a nossa visão, a nossa contribuição para termos um Orçamento Geral do Estado que seja potenciador do desenvolvimento económico e social.

Vamos partilhar com os angolanos as razões das nossas razões: porquê rejeitamos a proposta do OGE 2021? o que é que não compreendemos nem aceitamos? como faríamos, se fôssemos governo?

Povo angolano, Excelências!
A nossa primeira preocupação prende-se com a previsão de um cenário de Angola sem petróleo dentro de 30 anos!
As previsões mais optimistas apontam para 30 anos, portanto até 2050 Angola não mais produzirá petróleo! Como será Angola sem petróleo, sem indústria robusta e competitiva, sem capital humano bastante e sem uma economia diversificada e sustentável?
Que garantias o OGE 2021 nos dá para que o país comece a mudar de rumo para uma economia de mercado competitiva?
Que país deveremos legar para as gerações vindouras?
Infelizmente, a proposta que temos aponta para um interesse imediatista; não podemos aceitar que o governo pense e projecte Angola só para 2022! Isto não é governação, isto é gestão casuística!
O que é que não concordamos?
O governo definiu 06 eixos de intervenção no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018- 2022, e destes decorrem os grandes objectivos nacionais, portanto, ai estamos de acordo.
I - Desenvolvimento Humano e Bem-Estar
II - Desenvolvimento Económico Sustentável e Inclusivo
III - Infra-Estruturas Necessárias ao Desenvolvimento
IV - Consolidação da Paz, reforço do Estado Democrático e de Direito, boa governação, Reforma do Estado e Descentralização
V - Desenvolvimento Harmonioso do Território
VI - Garantia da Estabilidade e Integridade Territorial de Angola e Reforço do seu Papel no Contexto Internacional e Regional.

Palavras muito bonitas!
Vejamos agora a prática:
Como falar de desenvolvimento humano e bem-estar social quando o governo só prevê, para a saúde - 5.69% e para a educação-6.86%?
O governo prevê mais dinheiro para as viagens do que para a educação e investigação científica. Bilhetes de Passagem - 19 mil milhões de Kwanzas. Investigação e desenvolvimento em educação – 7 mil milhões de Kwanzas.

Desenvolvimento Económico Sustentável e Inclusivo:
Como falar de desenvolvimento económico sustentável e inclusivo se ao Sector económico o governo atribui 7,3%? Protecção ambiental, que é o futuro da humanidade - 0,07%?
Infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento
Entre 2002 e 2017, o Estado investiu nada mais, nada menos que 115 mil milhões de dólares para as infra-estruturas.
Como está a qualidade das nossas infra-estruturas? Para além do alto custo das obras, o próprio sector da construção tem servido como um grande expediente da corrupção.
É urgente repensar as formas de governação!
Consolidação da Paz, e o reforço do Estado Democrático e de Direito, boa governação, Reforma do Estado e Descentralização
Como falar da consolidação da paz quando os compromissos da paz não são honrados pelo governo? Como falar da consolidação da paz quando temos um conflito na província de Cabinda?
Como falar do reforço do Estado Democrático e de Direito quando a estratégia é a demonização dos adversários políticos? A estratégia é a repressão das liberdades.
Como falar do Estado Democrático e de Direito com a repressão das liberdades e garantias, com uma imprensa não isenta?
Como falar do Estado Democrático e de Direito com demolições arbitrárias? Em pleno tempo de chuva, milhares de famílias angolanas ficam ao relento por força da acção do nosso governo! Nós convidamos o governo a visitar as famílias desalojadas, aqui mesmo próximo, no Sequel. Aquilo é terrível!
Como falar de boa governação quando os concursos públicos, para as grandes empreitadas, são directamente adjudicados para os amigos, para os camaradas, para os sócios?
Como falar da boa governação sem auditoria à dívida pública ?
Como falar da reforma do Estado, sem revisão da Constituição, sem diálogo, sem concertação e sem consenso? A agenda do Estado é feita numa perspectiva partidária.
Como falar de descentralização sem um calendário político-eleitoral de compromisso para a realização das autarquias, sem uma administração eleitoral imparcial e com credibilidade?
Desenvolvimento Harmonioso do Território
Como vamos falar do desenvolvimento harmonioso do território quando a distribuição da despesa por local é a prova evidente das assimetrias regionais?
É impossível o desenvolvimento ser sustentável, diversificado e inclusivo quando a capital que representa 1.5% do território nacional retém 74 % do Orçamento Geral do Estado, incluindo as estruturas centrais. As outras 17 províncias, que perfazem 98.5 %, disputam 26 % do bolo.
Garantia da Estabilidade e da Integridade Territorial de Angola e reforço do seu Papel no Contexto Internacional e Regional.
Com falar desse desiderato com extrema pobreza, no leste, nas Lundas, uma região rica em diamantes?
Como falar do reforço do nosso papel no contexto internacional e regional, com fome, miséria e seca nas províncias do Cunene, Cuando Cubango e Namibe?

Excelência Senhor Presidente da Assembleia Nacional
Digníssimos Deputados
Ilustres membros do Governo
Precisamos repensar a nossa cultura de governação.
- Um orçamento que não serve para promover o emprego, alavancar o crescimento económico e o desenvolvimento social de Angola não pode ter o voto favorável dos cidadãos que sabem o que querem.
- Um orçamento que não garante nem assegura a consolidação da democracia e da reconciliação nacional, boa governação, a prosperidade e a felicidade das pessoas não pode ter o nosso voto favorável.
- Um orçamento que não promove o alto rendimento das empresas e a estabilidade das famílias não pode ter o nosso voto favorável.
- Um orçamento que não promove a qualidade da educação, ensino, saúde, não assegura a justiça social e a economia não pode ter o nosso apoio.
Um orçamento que não expressa o compromisso do Estado, com a reforma do Estado, a devolução do poder ao povo e a realização das autarquias em todos os municípios em 2021 não pode ter o apoio de patriotas comprometidos com o bem-estar dos angolanos.
A UNITA reafirma o seu compromisso inequívoco com:
1 - Democracia, Estado Democrático e de Direito, boa governação e desenvolvimento sustentável;
2 - Prosperidade, emprego, crescimento, justiça social e económica;
3 - Segurança das pessoas, das famílias, das empresas e do património;
4 - Educação, ensino, ciência, tecnologia e inovação;
5 - Modernização, industrialização, combate às assimetrias regionais e desigualdades sociais;
6 - O nosso compromisso reiterado com a erradicação da fome, da pobreza e do analfabetismo;
7 - O nosso compromisso reassumido com a reforma do Estado, descentralização política e administrativa, a proximidade dos serviços e a eficácia social.
Excelências!
Se o governo aceitar assumir na proposta do OGE 2021 um compromisso inequívoco com:
1 - Reconciliação nacional ;
2 - Cidadania inclusiva e participativa;
3 - Realização das autarquias em 2021, em todos os municípios e em simultâneo;
4 – Novo Registo eleitoral antes das eleições gerais e autárquicas;
5 - Reforço das dotações orçamentais para a educação e saúde;
6 - Auditoria à dívida pública e realização de concursos públicos para adjudicação das empreitadas;
7 - Diversificação da economia por via da agricultura familiar, indústria transformadora e investigação científica;
8 - Combate à corrupção de modo sério e generalizado;
9 - Revisão da Constituição, reforma do Estado, transparência e boa governação;
10 - Defesa dos Direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, neste caso, o Grupo Parlamentar da UNITA poderá repensar o seu sentido de voto na votação final global.
Por uma Angola moderna, desenvolvida e solidária, defendemos diálogo, concertação e consensos.

DEUS ABENÇOE ANGOLA
MUITO OBRIGADO!

L.i.m.a - actividades
Helena Bonguela Abel venceu neste Sábado, 08 de Agosto de 2020, a eleição do IV Congresso da LIMA com 61, 36%, correspondentes 368, superando as suas duas concorrentes Manuela dos Prazeres de Kazoto, a segunda mais votada com 208 votos, equivalentes a 33, 76%, e Domingas Jungulu José que ficou na terceira posição com 30 votos correspondendo a 4, 87%.

O Conclave ocorreu em 8 Regiões, por sistema de videoconferências devido as restrições impostas pelas medidas de combate a COVID-19.

Entretanto, os resultados da eleição deixaram insatisfeita a Candidata Manuela dos Prazeres, que contestou os resultados do pleito, após a divulgação final.

“A UNITA é a promotora da Democracia em Angola e devemos ser de facto o espelho e a escola da Democracia. Dito isso, eu, senhor Presidente e membros da Direcção, do fundo do meu coração, enquanto militante, eu não gostaria de pactuar com vícios, e por essa razão, queiram desculpar-me, eu não estou de acordo com o resultado deste Congresso”, disparou.

Em resposta, a Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, Amélia Judith, refutou a contestação apresentada pela Candidata Manuela dos Prazeres, afirmando que, em nenhum momento recebeu alguma reclamação.

“Enquanto Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, em nenhum momento recebemos alguma reclamação da Candidata Manuela dos Prazeres, e para complementar eu tenho as actas sínteses do país, se o Presidente Permitir, eu vou ler acta por acta. Para dizer que eu não recebi, se recebesse nós teríamos agido”, defendeu-se Amélia Judith Ernesto.

O Congresso da Organização Feminina da UNITA, a LIMA – Liga da Mulher Angolana, ocorreu nos dias 7 e 8 de Agosto de 2020, em 8 Províncias de Angola. A Região Sul, reunida na província da Huíla, com as Províncias do Cunene, da Huíla e Namibe; a 2ª Região Centro 1, reunida no Bié, com as Províncias do Kuando Kubango, do Bié e do Huambo; a 3ª Região é a Centro 2 reunida em Benguela, com as Províncias de Benguela e do Kwanza-Sul.

A 4ª Região correspondeu a Região Leste e albergou as Delegadas na Lunda Sul, da Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico; a 5ª Região representou a Região Norte, e acolheu-se na Província do Uíge, com Delegadas da Província do Zaires, Uíge e Malange e com algumas dos municípios do Kwanza-Norte que não podiam se deslocar para a Lunda-Sul, devido as restrições à COVID.

A 6ª Região foi a região do Kwanza-Norte, que tem o Município em cerca sanitária, realizando o Congresso de forma isolada, a 7ª Região igualmente isolada, foi a Região de Cabinda, por questões geográficas, e a 8ª Região foi a Região de Luanda que reuniu-se com a Província do Bengo.


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Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020