UNITAANGOLA
Fonte : Unitaangola
Declaração sobre o 11 de Novembro de 1975

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Por ocasião da passagem de mais uma data comemorativa da proclamação da independência de Angola, a UNITA felicita todo o Povo Angolano por esta grande efeméride.

O 11 de Novembro representou o culminar da luta do Povo Angolano pelo reaver da sua soberania, depois de séculos de dominação estrangeira.

A Hist√≥ria registou que o 11 de Novembro resultou das negocia√ß√Ķes havidas em Portugal, Alvor, de 10 a 15 de Janeiro de 1975, entre o Governo Portugu√™s e os ent√£o Movimentos de Liberta√ß√£o de Angola: a Frente Nacional de Liberta√ß√£o de Angola (FNLA), dirigida por Holden √Ālvaro Roberto, o Movimento Popular de Liberta√ß√£o de Angola (MPLA), dirigido pelo Dr. Ant√≥nio Agostinho Neto, e a Uni√£o Nacional para a Independ√™ncia Total de Angola (UNITA), dirigida pelo Dr. Jonas Malheiro Savimbi.

A história também registou que o processo de transição que levou à independência de Angola foi marcado pelo início da guerra civil angolana, de tal maneira que a acção do Governo de Transição foi torpedeada e Angola acabou também por ser vítima da guerra fria.

Hoje, 41 anos após a proclamação da independência do nosso país e 14 anos depois da paz militar é oportuno relembrar que a emancipação dos povos implica uma independência política, uma independência económica e uma independência social.

Em 1975, a independência era a favor da justiça social, da liberdade de pensamento, da liberdade de expressão do pensamento e da liberdade de associação.

Não há verdadeira independência nacional quando se promove a ideia de que a existência de presos políticos na vigência do regime colonial era condenável, mas agora, após 14 anos de paz, os angolanos devem aceitar como legítima a existência de presos políticos.

A liberdade que o Povo angolano precisava antes da independência é a mesma liberdade que o Povo angolano anseia hoje, 41 anos depois da proclamação independência.

A luta pela independência era também uma luta pela justiça social. Não há verdadeira independência nacional quando uns poucos cidadãos, por sinal ligados ao actual poder político, detêm a quase totalidade das riquezas do país, a pretexto da falaciosa acumulação primitiva de capital. Trata-se de uma violação do projecto de sociedade para o qual se lutou quando se proclamou a independência nacional.

Deste modo, agravou-se a situa√ß√£o social da maioria dos angolanos que ‚Äď sem perspectivas √† vista ‚Äď ainda enfrenta in√ļmeros problemas ligados √† falta de agua pot√°vel, √† n√£o disponibiliza√ß√£o de energia el√©trica, √† falta de infraestruturas de saneamento b√°sico e √† reduzida oferta de servi√ßos de sa√ļde e de educa√ß√£o eficazes. √Č assim que a mortalidade infantil continua a ser uma das mais altas do continente africano.

Com o n√ļmero de pobres a crescer cada vez mais em todo o pa√≠s e a viverem com menos de dois d√≥lares por dia, o fosso entre ricos e pobres aprofundou-se sobremaneira. Hoje, tal como ontem, o Povo Angolano n√£o considera justa uma sociedade em que alguns sejam mais angolanos do que outros e com altos n√≠veis de discrimina√ß√£o e intoler√Ęncia pol√≠tica.

Não há verdadeira independência nacional quando se pretende continuar a dirigir Angola na base de ordens superiores emanadas de entidades sem rosto que se escondem por detrás de uma impunidade atentatória do estado de direito. Afinal, para que serve a democracia?

Assim, 41 anos depois da proclama√ß√£o da independ√™ncia, os angolanos t√™m todas as raz√Ķes para continuar a lutar por um pa√≠s mais justo e igual para todos.

Viva Angola
Viva a independência nacional
Viva o 11 de Novembro de 1975


Luanda, 11 de Novembro de 2016

O Secretariado Executivo do Comité Permanente
da Comiss√£o Politica da UNITA
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