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Fonte : KUP
Deficientes físicos privados de concluir formação Superior
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Os estudantes com deficiência física desistem de frequentar as aulas no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), na cidade do Lubango, por falta de condições de acesso.

Actualmente, na instituição estudam 17 pessoas com necessidades especiais.

Um cenário que é visível, não só naquela instituição de ensino, mas em muitas outras públicas e privadas, dificultando a mobilidade desta franja da sociedade, “condenando-as” à dependência de outrem para a sua locomoção diariamente.

A estudante Neusa Macedo, de 35 anos de idade, com deficiência nos membros inferiores, desistiu no 3º ano do curso de ensino da História no ISCED, uma instituição com três pisos.

A jovem professora, residente na cidade do Lubango, é portadora de deficiência física adquirida aos dois anos de idade, vítima de Poliomielite.

No dia-a-dia, Neusa Macedo faz-se transportar por uma cadeira de rodas e no ISCED não existe rampas, nem elevadores que pudessem facilitar a locomoção de um andar para o outro ou de um edifício para o outro, visto que as aulas não são ministradas numa única sala, pois havia mudanças constantes.

“Tive muitas dificuldades, pois as aulas são maioritariamente ministradas no segundo andar, e no Lar adjacente ao edifício principal da instituição. Era um sobe e desce constante de escadas. Tenho uma cadeira de rodas automática, mas por falta de condições tinha que depender sempre da boa vontade dos colegas para subir e descer com a cadeira”, lamentou.

Lamentou o facto de a instituição ter sido construída sem se pensar na condição das pessoas com necessidades especiais, e no âmbito do processo de inclusão, a actual gestão devia pensar em alternativas que ajudem a melhor se integrarem.

“Eu não me sinto excluída, mas sinto-me impossibilitada de exercer a actividade na área em que me formei. Tenho agregação pedagógica, mas, no entanto, depois de admitida, em 2010, no sector da Educação lecciono a cadeira de História, na escola do II Ciclo”, lamentou.

Destacou que o projecto das infraestruturas integradas a decorrerem na cidade do Lubango, em termos de estradas, já facilita a locomoção da sua residência até ao local de trabalho, mas na instituição em si tem “pouco espaço de manobra”.

Os únicos locais onde Neusa Macedo encontra rampas e no elevador é no Hospital Central.

Neusa Macedo é o quarto caso de desistência que a escola regista desde 2000, pelas mesmas dificuldades.

Por sua vez o director geral do ISCED-Huíla, José Luís Alexandre, afirmou que “infelizmente” as condições não são adequadas para albergar estudantes com deficiência, visto que o edifício é antigo e na altura não se pensou nesse pormenor.

O desafio da instituição prende-se com a construção de rampas na parte posterior do edifico e colocação de elevadores nos blocos adjacentes a estrutura principal.
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