UNITAANGOLA
Fonte : KUP
‚ÄėTranspar√™ncia‚Äô expulsa mais de 450 mil Estrangeiros
Operação Transparencia-2.jpg
Em cerca de cinco meses, a ‚ÄėOpera√ß√£o Transpar√™ncia‚Äô j√° conta com mais de 450 mil estrangeiros expulsos, maioritariamente vindos da Rep√ļblica Democr√°tica do Congo (RDC) e milhares de diamantes e pedras preciosas apreendidas. A primeira fase da referida opera√ß√£o tem o fim previsto para 2020.


Mais de 450 mil estrangeiros expulsos, milhares de quilates de diamantes e de pedras preciosas apreendidas e at√© armas de fogo s√£o alguns dos elementos que constam dos artigos confiscados apresentados no balan√ßo dos cinco meses da ‚ÄėOpera√ß√£o Transpar√™ncia‚Äô. Os dados constam do comunicado apresentado esta semana, durante a primeira sess√£o ordin√°ria do Conselho de Seguran√ßa Nacional de Angola, presidida pelo Presidente da Rep√ļblica. Sem especificar a quantia apreendida, o comunicado refere-se apenas a ‚Äúelevadas somas monet√°rias‚ÄĚ. At√© Novembro, tinham sido confiscados cerca de 23 milh√Ķes de kwanzas, mais de um milh√£o de d√≥lares e outros valores de outras moedas como o euro e o rand.


A ‚ÄėOpera√ß√£o Transpar√™ncia‚Äô foi lan√ßada a 26 de Setembro do ano passado, com o intuito de combater a migra√ß√£o ilegal e a explora√ß√£o il√≠cita e o tr√°fico de diamantes. Inicialmente, abrangeu Malanje, U√≠ge, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Kwanza-Sul, Bi√© e Kuando-Kubango, e, posteriormente, estendeu-se a Luanda, Bengo, Zaire ao litoral. A medida tem sido justificada pelas autoridades devido √† ‚Äúsa√≠da de um elevado n√ļmero de migrantes das √°reas de incid√™ncia diamant√≠fera para as capitais de prov√≠ncias, onde n√£o se faziam sentir os efeitos da opera√ß√£o, bem como pelo facto de haver ind√≠cios de actividades il√≠citas nas √°guas territoriais‚ÄĚ, l√™-se no documento. A ‚ÄėOpera√ß√£o Transpar√™ncia‚Äô est√° programada para se concretizar, de forma faseada, at√© 2020.


O comunicado, al√©m de apresentar os artigos apreendidos, indica que as metas para a opera√ß√£o foram ‚Äúalcan√ßadas‚ÄĚ e que, diante das ac√ß√Ķe, os garimpeiros alteraram o seu ‚Äėmodus operandi‚Äô, actuando agora em pequenas bolsas e em locais de dif√≠cil acesso.

O in√≠cio da opera√ß√£o foi marcado por den√ļncias de maus-tratos e agress√Ķes por parte das autoridades angolanas e foram ainda encontrados supostos congolenses com bilhetes de identidade angolanos e cart√Ķes de eleitor.

A ‚ÄėOpera√ß√£o Transpar√™ncia‚Äô quase colocou em causa as rela√ß√Ķes entre Angola e a Rep√ļblica Democr√°tica do Congo (RDC), fazendo com que as autoridades congolesas amea√ßassem dar uma ‚Äúresposta sem paralelo‚ÄĚ com a expuls√£o de angolanos ilegais no seu pa√≠s. Inclusive, o movimento ‚ÄėMuana Mboka (traduzido em portugu√™s ‚Äėfilho da terra‚Äô) chegou a realizar uma manifesta√ß√£o junto √† embaixada angolana na RDC. Durante a manifesta√ß√£o, bandeiras angolanas foram queimadas pelos manifestantes que exigiam a expuls√£o de angolanos em situa√ß√Ķes irregulares na RDC.


Por sua vez, Angola, na voz do ministro de Estado e Chefe da Casa de Seguran√ßa do Presidente da Rep√ļblica, Pedro Sebasti√£o, ‚Äėminimizou‚Äô as amea√ßas, considerando que a RDC tem legitimidade em repatriar os angolanos ilegais no seu pa√≠s.


‚ÄúSe h√° angolanos que residem na RDC de forma ilegal, o governo congol√™s tem todo o direito de mandar de volta esses nossos angolanos da mesma forma que o nosso governo e qualquer governo que se preze tem o direito de retirar todos aqueles que estejam a viver ilegalmente no seu territ√≥rio‚ÄĚ, sublinha acrescentando que, para o caso de Angola, a situa√ß√£o est√° aliada ao garimpo ilegal. Pedro Sebasti√£o acusa ainda o governo congol√™s de ‚Äúaproveitamento pol√≠tico‚ÄĚ, na altura em que aquele pa√≠s se preparava para as elei√ß√Ķes eleitorais.


Diante do repatriamento, a Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU) mostrou-se preocupada, temendo a possibilidade de haver uma crise humana, e afirmando que as expuls√Ķes em massa s√£o contr√°rias √†s obriga√ß√Ķes da Carta Africana. Angola esclareceu que a opera√ß√£o visa apenas impedir a continua√ß√£o de pr√°ticas que t√™m lesado profundamente o pa√≠s.

, ou
www.unitaangola.org
C:\Mes Sites\Unitaangola29122013\UNITAANGO_WEB\coqUNITA.jpg
Opini√Ķes
 Publicidade
Obra de Isaías Samakuva
Entrevistas
Facebook Youtube Twitter Contacto
Subscreva Newsletter
Todos os direitos reservados
Secretariado da comunicac√£o e Marketing da UNITA
União Nacional para Indepedência Total de Angola
¬©  Copyright 2002-2013
Quarta-feira, 27 de mars de 2019