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Fonte : KUP
Economista Alves da Rocha critica Acordo entre Angola e o FMI
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Ao ministrar uma aula magna sobre “Desafios da sustentabilidade financeira do Estado e das autarquias”, na Faculdade de Economia do Huambo (região centro de Angola), justificou que os benefícios resultantes de tal acordo, na ordem dos 2, 7 mil milhões de dólares, são bastantes insuficientes para cobrir as necessidades de financiamento para a economia do país.

Baseando-se no último relatório do FMI, publicado em Dezembro de 2018, informou que, do ponto de vista real, as necessidades de financiamento da economia nacional para 2019 estimam-se em 22 mil milhões de dólares, ao passo que para o Estado, dentro da sua actividade enquanto promotor e facilitador da actividade económica e garante da estabilidade macro-económica estimam-se em 17 mil milhões.

Perante estas necessidades de financiamento, que o economista considera tremendas, admitiu que os benefícios financeiros que se esperam do acordo com o FMI nada trarão para a estabilização da economia nacional e que, por consequência, a situação financeira e social sobretudo do país vai se agravar cada vez mais.

Manuel Alves da Rocha afirmou que esta sua análise é partilhada por muitos economistas no país, salientando que as esperanças para a estabilização da economia nacional não podem ser direccionadas, apenas de forma exclusiva, no acordo que o Governo fez com o Fundo Monetário Internacional.

No seu entender, os riscos na dependência neste acordo apenas poderão contribuir na diminuição dos investimentos físicos e em capital humano, em função das dificuldades financeiras, tal como se tem registado no país nos últimos anos.

A título de exemplo, lembrou que as contas do Estado têm vindo a apresentar, desde 2014, défices sistemáticos, esperando, porém, que no presente ano possa haver um superavit orçamental de um por cento do produto interno bruto.


Manuel Alves da Rocha é economista de formação, com pós-graduações em França nos domínios de modelos económicos e práticas económicas restritivas, tendo uma vasta e diferenciada actividade de investigação e consultoria económica e institucional, bem como de docência universitária em Angola e Portugal.


Director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, criado em 2002, é membro da Academia de Ciências de Lisboa (académico correspondente), da Sociedade de Geografia de Lisboa, do Senado da Universidade Católica de Angola, da Ordem dos Economistas Portugueses, da Associação Angolana de Economistas, da Canadian Association of African Studies (desde 1998), do Centro de Estudos Africanos do ISCTE (Portugal), do Centro de Estudos Sociais e Desenvolvimento, do Centro de Estudos Estratégicos de Angola e do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola.


O também investigador é professor titular da Universidade Católica de Angola, onde é regente e lecciona as disciplinas de Finanças Públicas e Teoria da Integração Económica na Faculdade de Economia e Gestão.

Entre outras funções, colaborou com o Banco Mundial, o Banco Europeu de Investimento, Organização Internacional do Trabalho e o CNUCED. Foi consultor técnico principal de diferentes organismos do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) durante dez anos e, entre 2001 e 2008, trabalhou com a Comissão Europeia em Angola. É autor de vários artigos científicos e livros.
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