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Fonte : KUP
Lançado Dicionário de verbos conjugados em Umbundu e Português
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A Linguista e Escritora Cesaltina Kulanda lançou esta sexta-feira, 09 de Agosto de 2019, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, o “Dicionário de Verbos Conjugados em Umbundu e Português – Três tempos num só modo”, numa cerimónia bastante concorrida, pela presença de artistas nacionais, com destaque do músico Ondaka Yowiñi, e o renomado escritor Lopito Feijó.

A cessão de lançamento contou igualmente, dentre outras individualidades, com representação do MED, INIDE, docentes Universitários, Deputados a Assembleia Nacional, e amigos de longa data da escritora.

Garcia Pakisa, que procedeu a apresentação da obra de 209 Páginas, recomendou que “O livro seja visto, não apenas na perspectiva literal da tradição, mas também como um fenómeno de análise sociolinguística”.

O apresentador aconselhou as Instituições vocacionadas, e a sociedade no geral, ser preciso, “Caminhar para uma Angola onde escrever sobre as Línguas Nacionais, não seja um acto de rebeldia, e por enquanto ainda é. Carregamos um antagonismo que não sei por quê, entre o Português que não dialoga com as Línguas Nacionais”.

O académico defendeu também a harmonização da grafia da Língua Umbundu, e que haja o fim da grafia Católica e grafia Evangélica, tendo realçado que, “Antes da Igreja e da colonização as línguas já existiam”.

“Precisamos de rapidamente efectuar essa harmonização para que se produza bibliografia, para que se produza manuais. Não há ensino das Línguas Nacionais sem suporte bibliográfico”.

O intelectual exortou por outro lado, as autoridades do país, para a inserção da toponímia no Sistema Nacional de Ensino.

“Por outro lado, quero crer que há pessoas aqui com poder de influência. Por favor pensemos na toponímia. É possível contar a história do país com base na toponímia, e não haverá êxito do ensino das Línguas Nacionais, se matarmos a memória”.

Falando um pouco sobre a obra, a autora do livro, disse o que a motivou a escrever a presente obra científica.

“Escrever este livro não pensei tão somente em mim enquanto estudante do Ensino Superior, mas pensar na juventude, nas crianças: aquelas que lhe são negadas o direito, aquelas que não têm privilégio de aprender a sua língua do berço. Afinal de contas quem é o potencial estudante das Universidades, das Escolas Privadas? Quem é o aluno?; vem do meio rural. Vamos escamotear o meio rural, só por causa da globalização, ou então do fardo que trazemos da era colonial? 40 e tal anos depois já não se afigura possível a continuarmos a chorar pelo leite derramado. Não: Foi o Português e nos retirou as línguas. Então, ele já se foi”.

A também jornalista chamou a atenção do Estado para a implementação das línguas nacionais (denominadas Línguas de Angola), no Sistema de Ensino do País.

“Estamos independentes há quantos anos? Então, porque é que que as nossas línguas não entram no Sistema do Ensino? Precisamos alavancar o sistema de ensino. Mas, para que ele realmente ganhe rumo, é preciso que aqueles que sabem as Línguas Nacionais, devem escrever, para passar o testemunho nas Instituições Escolares”.
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Sabado, 17 de Agosto de 2019