UNITAANGOLA
Fonte : KUP
Presidente da UNITA acusa Governo de excluir Sul de Angola das suas Prioridades
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O l√≠der da UNITA Isa√≠as Samakuva fundamenta a sua acusa√ß√£o no facto de o governo de Jo√£o Louren√ßo atribuir, anualmente, 3% do Or√ßamento Geral do Estado, √†s prov√≠ncias da Huila, Namibe, Cunene e Kuando Kubango, que albergam quatro milh√Ķes, novecentos e cinquenta e oito mil, duzentos e oitenta e quatro habitantes, equivalente a 17%, da popula√ß√£o angolana.

‚ÄúIsto significa, Senhoras e senhores, que o Governo Central exclui o Sul do Pa√≠s das suas prioridades, significa que o Governo angolano abandonou os seis eixos fundamentais de desenvolvimento do pa√≠s que constam do Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022‚ÄĚ, afirmou o l√≠der partid√°rio.

De acordo com o dirigente pol√≠tico, tal facto revela que ‚Äúo Governo n√£o conhece a dimens√£o real dos problemas, n√£o trata os angolanos todos como iguais, √© insens√≠vel √† dignidade humana, ou ent√£o √© incompetente e n√£o quer uma Angola igual para todos‚ÄĚ.

‚ÄúQuerer√° dizer-nos que n√£o quer o Desenvolvimento Humano e o Bem-Estar para as pessoas do Sul de Angola Que n√£o quer infraestruturas, n√£o quer o Refor√ßo do Estado Democr√°tico e de Direito, n√£o quer Boa Governa√ß√£o, n√£o quer Reforma do Estado nem Descentraliza√ß√£o para o Sul de Angola‚ÄĚ, refor√ßou, sublinhando que a distribui√ß√£o in√≠qua da riqueza nacional resulta da centraliza√ß√£o do poder em Luanda.

De acordo com a visão do Presidente da UNITA, os problemas das comunidades dos Gambos, da Chibia, do Chipindo, do Cuanhama ou do Curoca não podem ser resolvidos pelo Governador que depende de Luanda. Têm de ser resolvidos pelas próprias pessoas que vivem os problemas, nas suas próprias comunidades.

‚ÄúEstas pessoas devem ter autonomia para receber do Estado os recursos necess√°rios e escolherem elas pr√≥prias, democraticamente, as pessoas capazes para implementarem as solu√ß√Ķes que acharem mais adequadas para os problemas locais. √Č isto que se chama autonomia local‚ÄĚ, esclareceu o l√≠der da UNITA, refor√ßando a ideia do seu Partido e de uma boa parte da sociedade angolana, segundo a qual as autarquias locais devem ser institucionalizadas em todos os Munic√≠pios do pa√≠s.

Angola s√≥ poder√° resolver os problemas locais da fome e da seca com a autonomia local das popula√ß√Ķes que constituem as autarquias locais.

Isa√≠as Samakuva entende que Angola Angola s√≥ poder√° resolver os problemas locais da fome e da seca com a autonomia local das popula√ß√Ķes que constituem as autarquias locais.

‚ÄúPor esta raz√£o, os Deputados da UNITA [reunidos em 8¬™ Jornadas] v√£o trabalhar aqui junto das popula√ß√Ķes durante uma semana. V√£o discutir com todos os interessados, incluindo os administradores municipais, as melhores vias, n√£o s√≥ para se mitigar a crise, mas para se promover o desenvolvimento integral das pessoas e da regi√£o Sul de Angola‚ÄĚ, acrescentou o Presidente da UNITA, avan√ßando que os Deputados v√£o abordar tamb√©m dimens√Ķes espec√≠ficas da integra√ß√£o regional, come√ßando com coisas pequenas.

O líder da UNITA exortou os parlamentares a reflectirem sobre como podem os angolanos da região Sul beneficiar da sua proximidade com vizinhos, que estão melhor organizados.

‚ÄúTemos bons hospitais, boas escolas aqui perto, na Nam√≠bia. Temos tamb√©m o sistema de regadio da bacia hidrogr√°fica do rio Cunene, com um potencial enorme para o desenvolvimento de culturas como o trigo, o arroz, a cana-de-a√ß√ļcar, os citrinos, as hort√≠colas, o algod√£o, o girassol e o tabaco. Depois da Huila, o Cunene √© a Prov√≠ncia com maior efectivo pecu√°rio, e igualmente com uma importante concentra√ß√£o de criadores de gado. Temos tecnologia mais pr√≥xima e mais barata aqui ao lado, na √Āfrica Sul, para apoiar os agricultores e criadores de gado desta regi√£o Sul‚ÄĚ, disse Isa√≠as Samakuva, recordando que o gado no Cunene, n√£o √© apenas riqueza, √© um dos elementos da identidade cultural dos povos.

Apontou que a administra√ß√£o aut√°rquica da regi√£o Sul de Angola pode bem facilitar as rela√ß√Ķes entre os empres√°rios e as cooperativas de Angola com os mercados da Nam√≠bia e da √Āfrica do Sul, para o benef√≠cio espec√≠fico das comunidades da Huila, do Cunene, do Namibe e do Kuando Kubango. Fica mais barato do que importar tecnologia do Brasil, da China ou de Portugal.
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