UNITA - ANGOLA
Fonte :
KUP
Pastores Angolanos da IURD acabam com a dominação Brasileira
IURD 24 DE Junho de 2020 em Angola.jpg
Trata-se do pastor angolano Diogo Paulo e o brasileiro Douglas
de Oliveira, pertencentes a cada uma das alas em conflito.
O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa
da Delegação Provincial do Ministério do Interior, intendente
Hermenegildo de Brito, disse à Angop que a polícia foi chamada
para intervir evitando que a situação de segurança pública fosse
afectada.

De acordo com o oficial da corporação, ambos foram
encaminhados para uma das esquadras do sector do Rocha Pinto
que remeteu já o processo ao Ministério Público.

Liderados pelo bispo Valente Bizerra, os pastores angolanos
decidiram romper, em Novembro do ano passado, com a
representação brasileira em Angola encabeçada pelo bispo
Honorilton Gonçalves, por alegadas práticas doutrinais contrárias
à religião, como a exigência da prática de vasectomia, castração
química, além da evasão de divisas para o exterior do país.

Os angolanos acusam os brasileiros de irregularidades e
montaram, nesta segunda-feira, o seu “ estado-maior “ na
Catedral do Morro Bento, localizado na Avenida 21 de Janeiro.
O pastor Jaime Inácio acusa a parte brasileira, munidos com
armas brancas e de fogo, de tentar invadir, nesta madrugada, a

catedral com o intuito de desalojar os angolanos, tendo
originado o tumulto.


O pastor fala em feridos graves, encaminhados para uma
unidade hospitalar, situação não confirmado pelo porta-voz do
Minint, em Luanda.
Os bispos e pastores angolanos, que se demarcaram da ala


brasileira fiel a Edir Macedo, ocuparam, na segunda-feira,
algumas igrejas em Luanda e nas províncias de Benguela,
Huambo, Malanje, Namibe, Cuanza Sul.
Organizados num grupo que decidiram apelidar de Comissão de
Reforma de Pastores Angolanos (CRPA), justificaram o acto com
o facto de os bispos e pastores brasileiros continuarem a revelar
uma forte ganância pelo dinheiro dos fiéis, por promoverem o
racismo, discriminação social, abuso de autoridade, faltas de
respeito, humilhações públicas contra pastores angolanos,
evasão de divisas e expatriamento ilícito de capitais.


Liderados pelo bispo Valente Bizerra, os pastores angolanos decidiram
romper com a representação brasileira em Angola, encabeçada pelo bispo
Honorilton Gonçalves, a quem acusam de uma série de irregularidades.
O movimento reivindicativo diz-se pronto para iniciar as reformas na igreja
e não aceita ser conotada com dissidência nem o rótulo de “ex-pastores”,
como os brasileiros pretendem fazer passar junto da opinião pública.

Em declarações ao Jornal de Angola, o pastor Agostinho Martins da Silva,
porta-voz da denominada “Comissão Instaladora da Igreja Universal do
Reino de Deus Reformada em Angola”, disse que os angolanos continuam
a testemunhar actos de discriminação racial, castração, abortos forçados
às esposas dos pastores angolanos e usurpação das competências da
assembleia geral de pastores.

De acordo com o porta-voz dos 300 pastores angolanos da Igreja Universal
do Reino de Deus, que decidiram montar o seu “Estado-Maior” na
Catedral do Morro Bento, localizada na Avenida 21 de Janeiro, em Luanda,
o abuso de confiança na gestão financeira, assim como as irregularidades
no pagamento da segurança social aos pastores e privação de visitas aos
familiares, estão na base desta rotura com os brasileiros. Além da capital
do país, aderiram à rotura os pastores das províncias do Huambo,
Benguela, Cuanza-Sul e Huíla.


Agostinho Martins da Silva assegurou que a revolta levada a cabo na sede
da Igreja Universal do Reino de Deus, no Morro Bento, vem na sequência
do “Manifesto Pastoral” tornado público a 28 de Novembro de 2019.
Agostinho Martins da Silva explicou que, nos últimos sete meses, os 300
pastores aguardaram por reformas, que não conheceram avanços,
acusando o representante do bispo Edir Macedo em Angola, bispo
Honorilton Gonçalves, pela situação.
“Tivemos uma reunião com a liderança brasileira, que prometeu fazer
reformas em relação ao racismo, evasão de divisas, bem como a inserção
de pastores angolanos e das respectivas esposas em postos de maior
destaque na igreja, mas sem sucesso”, disse o porta-voz dos protestantes.
Os pastores angolanos, disse, decidiram realizar a revolta porque a
instituição que servem há 27 anos os tem marginalizado.


“Os nacionais parecem estrangeiros e os estrangeiros tomaram o lugar
dos nacionais no nosso próprio território”, disse, acrescentando que as
igrejas localizadas nos principais centros urbanos são controladas por
pastores brasileiros, que vivem no Condomínio das Laranjeiras e os
pastores angolanos são colocados em bairros miseráveis. Acusou a
existência de pastores angolanos há mais de 18 anos na obra e com 40
anos de idade impedidos de casar por recusarem a vasectomia.
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Quinta-feira, 02 de Julho de 2020