UNITA - ANGOLA
Fonte :
KUP
Presidente da UNITA apela a observância de todas as medidas contra a COVID-19
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Na sequência da declaração das autoridades angolanas sobre contaminação comunitária do vírus da covid-19, em Luanda, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, emitiu sexta-feira, 17 de Julho de 2020, uma mensagem aos angolanos para a necessidade de observância dos cuidados de prevenção, em que se destaca a responsabilidade individual dos angolanos para impedir a continuidade da passagem do vírus, por dentro a fora do país.

Na ocasião, o responsável do maior Partido na oposição em Angola, chamou atenção a todos os angolanos de que estão “numa nova circunstância ligada ao combate a COVID-19”, e reconheceu a coragem do governo angolano ao reconhecer a existência da contaminação comunitária, embora pela província de Luanda apenas, possibilidade assim, “trazer novos protocolos de abordagem em relação a esta realidade”.

“Na terça-feira, durante o debate que fizemos na Assembleia, mais uma vez alertamos os cidadãos, e o governo da necessidade deste reconhecimento. Felizmente, um dia depois, a Comissão Multissectorial reconheceu existir contaminação comunitária, embora o tenha reconhecido apenas para Luanda”.

Adalberto Costa Júnior afirmou que esta nova realidade acresce o nível de responsabilidade individual.

“Quando a contaminação comunitária é reconhecida significa que o vírus está a circular por todo lado. Nós não sabemos se determinada pessoa que está connosco é assintomática ou não. Porque, não tem sintoma, mas pode, efectivamente contaminar”, apontou o líder político.

Na sua mensagem exorta a todos os cidadãos sem excepção a respeitarem todas as medidas de biosseguranças e higiene individual e colectiva de protecção e combate contra a COVID-19.

“Isto obriga a que todos, mas absolutamente todos, usem a máscara sempre que saírem de casa; isto obriga que os cuidados sanitários sejam levados ao limite que, respeitemos as distâncias mínimas aconselhadas, de um metro e meio no mínimo, e obriga também a que com muita regularidade lavemos as mãos, que desinfectemos as mãos; que não utilizemos as mãos para as levar à boca, ao nariz, aos olhos, porque são vias de contaminação. Sempre que sairmos, ao regressar à casa devemos deixar a roupa os sapatos fora, e mudarmos de roupa, tomar banho, no sentido de protegermos os familiares ou quem connosco resida”, insistiu.

De acordo com o Presidente Adalberto Costa Júnior, a contenção da contaminação comunitária assenta fundamentalmente na responsabilidade individual. O político manifestou a sua preocupação perante os danos decorrentes da cerca sanitária que envolve Luanda que em sua opinião está destruir o tecido económico e as empresas.

“Preocupa-nos também aqui algumas outras realidades. Nós ficamos com a percepção de que a cerca a Luanda, hoje, já não limita a questão da transmissão do vírus. Nós pensamos que devíamos ter um outro critério. Porque, ao olharmos para o mundo exterior, o mundo não está mais a criar limitações de circulação por cidades, ou por regiões. O mundo está consciente de que o Covid veio para ficar muito tempo e, as cercas a este nível destroem o tecido económico, destroem as empresas”, afirmou.

Adalberto Costa Júnior alertou que a cerca de Luanda coloca o país em baixa muitas empresas com risco de centenas de milhares de pessoas ficarem se os seus empregos.

“Nós, estamos já a tomar contacto com realidades sociais extremamente preocupantes. Temos conhecimento que foram dada baixa de muitas empresas, centenas de milhares de pessoas com risco de ir para o desemprego. É preciso responder a estabilidade das famílias, é preciso responder a esta realidade”.

A esse respeito, Adalberto Costa Júnior exigiu resposta do Executivo às questões sociais.

“É preciso responder a preocupação ligada a questão da educação. Nós somos de opinião que, não foi feito tudo, para que se encontrasse uma resposta adequada a questões da educação. A nossa principal chamada no início foi que, no âmbito da escola primária, muitas escolas não tinham água, na sua maioria, não tinham casas-de-banho em condições, e estávamos a pedir a testagem, pelo menos transversal, de protecção às escolas, a par dos funcionários. E, foi esta exigência que foi tida como indispensável, mas isto não significa partir de imediato para uma decisão de não haver aula durante todo o ano, as consequências são dramáticas”.

“É preciso responder a preocupação ligada a questão da educação. Nós somos de opinião que, não foi feito tudo, para que se encontrasse uma resposta adequada a questões da educação. A nossa principal chamada no início foi que, no âmbito da escola primária muitas escolas não tinham água, na sua maioria; não tinham casas-de-banho em condições, e estávamos a pedir a testagem, pelo menos transversal, de protecção às escolas, a parte dos funcionários. E, foi esta exigência que foi tida como indispensável, mas isto não significa partir de imediato para uma decisão de não haver aula durante todo o ano, as consequências são dramáticas”.

O Presidente da UNITA chama atenção a não pôr-se em causa tudo que é futuro, sob pena de o país caminhar para situações sociais muito graves no amanhã.

“Nós não devíamos pôr em causa tudo que é futuro, numa altura que outros estão nos a deixar lições de fazer funcionar as Instituições ao mesmo tempo que apelam a responsabilidade, ao mesmo tempo que combatem o Covid, e nós temos de facto, que começar a convidar as nossas Instituições, particularmente o governo central, a começar a ter uma preocupação maior sobre o amanhã. Porque, senão, não morre do Covid, morre de fome. E, podemos estar a caminhar para situações muito graves”.

Adalberto Costa Júnior apela para o maior diálogo do governo com todas instituições para se se encontrar soluções a situação da educação e outras questões socioeconómicas, na presente fase da doença da COVID-19.

“Pelo que, o que nós estamos a solicitar é acréscimo do debate, maior diálogo com as Instituições, diálogo com os Sindicatos; diálogo com as Federações de empresários. Porque, países há, que encontraram soluções; com muito menos disponibilidades do que Angola e, estão a viabilizar aos seus habitantes, mais acompanhamento”.

O Presidente da UNITA chamou atenção para não se pôr em causa o futuro, sob pena de o país caminhar para situações sociais muito graves e exortou o Executivo a olhar para os exemplos de outros países.

“Nós não devíamos pôr em causa tudo que é futuro, numa altura que outros estão nos a deixar lições de fazer funcionar as Instituições ao mesmo tempo que apelam a responsabilidade, ao mesmo tempo que combatem o Covid, e nós temos de facto, que começar a convidar as nossas Instituições, particularmente o governo central, a começar a ter uma preocupação maior sobre o amanhã. Porque, senão, não morre do Covid, morre-se de fome”, disse que defende maior diálogo do governo com todas instituições para se encontrar soluções à situação da educação e outras questões socioeconómicas, na presente fase da doença da COVID-19.

“O que nós estamos a solicitar é acréscimo do debate, maior diálogo com as Instituições, diálogo com os Sindicatos, diálogo com as Federações de empresários. Porque, países há, que encontraram soluções, com muito menos disponibilidades do que Angola e, estão a viabilizar aos seus habitantes, mais acompanhamento”.

Ainda sobre a educação, Adalberto Costa Júnior disse não concordar com o encerramento das escolas e defende maior esforço.

“Estamos a assistir Universidades inteiras a despedir o pessoal, estamos a assistir o risco de todo pessoal ligado ao sector do ensino privado ir para casa; estamos a assistir aqueles aspectos do mercado que nunca abriram, a despedir de forma compulsiva os seus funcionários. O risco é muito grande”, constatou adalberto Costa Júnior, sugerindo medidas como estender a cerca de Luanda, para Sul com aumento de responsabilidade individual, educação cívica, distribuição das máscaras junto das comunidades e das populações.

Manifestou disponibilidade do seu partido na educação cívica dos cidadãos e na distribuição de material de biossegurança.

O líder da maior força política na oposição em Angola espera que o executivo angolano siga o exemplo de outros países africanos, a exemplo de Cabo-Verde.

“Eu dou um pequeno exemplo, em Cabo-Verde, um pequeno país, tido como muito mais pobre do que Angola, o Estado está a comparticipar com as empresas no pagamento de uma parte dos funcionários, daquelas empresas que não estão a produzir. Ora, se Cabo Verde pode fazer isto, porque e que Angola não faz? Eu não consigo acreditar, e eu não acredito que o governo de Angola tenha menos meios que o governo de Cabo-Verde”.
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Sabado, 08 de Agosto de 2020