UNITA - ANGOLA
Fonte :
UNITA
Presidente da UNITA inconformado com adiamento das autarquias em Angola
Eng-Adalberto-Costa-Júnior Presidente da UNITA.jpg
Falando à Imprensa, após a Reunião extraordinária do Conselho da República, ocorrida esta terça-feira 8 de Setembro de 2020, convocada pelo Presidente da República, João Lourenço, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior mostrou-se pouco satisfeito com os argumentos apresentados pelo Titular do Poder Executivo para justificar o adiamento das questões estratégicas como as eleições autárquicas, a manutenção da cerca Sanitária sobre Luanda, entre outras.

Segundo o Presidente da UNITA, a não indicação da data as autarquias, é um perigo, para um país que tem tantos desafios que não tem motivos nenhuns para se ver adiados em função de uma agenda partidária, uma postura que o Líder da UNITA, considerou também ser, “uma absoluta vergonha”.

“A questão das Autarquias Locais, eu diria uma vergonha, uma absoluta vergonha. O governo apareceu com uma séria de paliativos para tentar justificar o adiamento, inclusive sine die, nem se quer o governo aparece com compromisso de fazer Eleições Autárquicas em 2021, que a defesa da maior parte de nós”.

“Houve, felizmente, muitos conselheiros que sugeriram ao Presidente da República o perigo de estar a levar o país a uma agenda partidária. Porque, o que se está a passar aqui não é mais do que a agenda do MPLA, que está em causa. Não quer fazer as Eleições Autárquicas; tem medo do resultado das eleições Autárquicas. E, deixou-nos, inclusive, com a suspeição do adiamento das Eleições Gerais”, disse o responsável da UNITA.

Quanto a cerca sanitária o Líder da UNITA disse que, “O governo optou pela manutenção da cerca a Luanda, e não tem perspectivas de abrir mão da cerca, que foi de facto um assunto bastante debatido, e com muita polémica, diria, onde uma boa parte dos Conselheiros entende que a cerca devia ser levantada, e o Balanço por parte da Comissão Multissectorial sobre a circunstância do combate à Covid-19, as consequências da Covid e uma informação sobre a economia, também uma informação do combate ao Covid e as suas consequências sobre o calendário autárquico”, disse aos jornalistas o líder da UNITA.

Na ocasião Adalberto Costa Júnior voltou a considerar que o não levantamento da cerca sanitária a Luanda é bastante prejudicial.

“Como sabem, a nossa posição é de que o governo não tem estatística das consequências da cerca à Luanda, o governo direcciona uma informação ao cidadão e limita a condição do cidadão em poder reflectir sobre as consequências da cerca, no sentido de que a contaminação está aqui, então, agora vamos proteger as vidas. Não é verdade”, prosseguiu.

De acordo com o dirigente da UNITA, a não justificável a manutenção da cerca sobre Luanda, numa altura em que o vírus já circula em todo o país.

“A grande verdade é que o vírus está fora de Luanda há muito tempo, e uma estatística de rigor prova-nos que morre muita gente por consequência da cerca a Luanda. O número de mortes por causa da limitação de circulação, das falências extremamente aceleradas das empresas, por causa de medidas restritivas ligadas à circulação e importação da condição inclusive de testagem está a matar muito mais gente do que a manutenção da cerca”, revelou.

Em relação a reabertura das aulas, um assunto também discutido na Reunião, o Presidente da UNITA, defendeu que o governo devia ter feito um estudo que fosse previamente realizado, tendo avançado que o seu partido pronunciou-se sempre pela não abertura do ano escolar, particularmente no ensino primário.

“Nós também há um bom tempo que temos vindo a dizer que dever-se-ia ter feito um estudo muito mais responsável, no sentido de que aqueles estabelecimentos de ensino que tivessem condições deviam ter tido reinício do ano escolar”, afirmou o responsável.

O líder da UNITA pronunciou-se também sobre o número de desempregados do sector privado de ensino.

“As consequências de um ano completamente parado, onde milhões de estudantes, sejam do ensino público como do privado são muito grandes, atirou-se para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores ligados ao Ensino Privado, e não se levou em consideração esta realidade”, criticou, sublinhando a necessidade de preparação de condições mínimas para esta reabertura e também a implementação de um ensino presencial misto com o ensino à distância com o uso das novas tecnologias.

Para Adalberto Costa Júnior, é muito estranho que chegados a Setembro se esteja a dizer que é possível retomar o ano, entretanto aconselhou programas que diminuíssem a falta de acompanhamento dos conteúdos, que ocupassem os estudantes.“O que nós também aconselharíamos é que se encontrassem programas que diminuíssem a falta de acompanhamento dos conteúdos, que ocupassem um pouco estes estudantes para que na retomada não tivessem tantos danos pela longa ausência. O Covid veio para ficar, portanto, nós temos que ter criatividade, em preparar não só as condições mínimas: a água, a luz, nas casas de banho, mas também termos um ensino presencial misto com o ensino a distância com o uso das novas tecnologias. É exactamente esta criatividade que não ocorreu”, rematou o Presidente da UNITA.
www.unitaangola.org
C:\Mes Sites\Unitaangola29122013\UNITAANGO_WEB\coqUNITA.jpg
 Publicidade
Obra de Isaías Samakuva
Ex-Presidente da UNITA (2003-2019)
Todos os direitos reservados
Secretariado da comunicacão e Marketing da UNITA
União Nacional para Indepedência Total de Angola
©  Copyright 2002-2020
Sabado, 26 de Setembro de 2020