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Fonte :
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Presidente da UNITA exige aprovação da Lei que Institucionaliza Autarquias Locais
Eng. Presidente da UNITA Adalberto Costa Junior.png
“Este país teve um roubo descarado às riquezas”, revela Líder Da UNITA no “Live” deste Domingo, 15 de Novembro de 2020, na sua página no facebook, em que o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, debruçou sobre os diversos aspectos da realidade do país, com incidência dos 45 anos da Independência nacional, celebrados na última quarta-feira, 11 de Novembro de 2020.

Em esclarecimento quanto ao tema e actual situação social, económica e política nacional, o líder da maior força política da Oposição em Angola compreende o longo período de guerra que o país viveu, entretanto, considera que 18 anos de paz que os angolanos vivem é bastante para se fazer o que se devia fazer em prol do país e dos angolanos.

“De facto este nosso país é testemunho de um percurso bastante pesado, direi mesmo. 45 anos por fases bastante rigorosas, se nós quisermos dividí-las, até não por passos muito amplos, o sonho de uma independência de muito curto espaço de sonho, seguido de uma guerra civil, muito má muito negativa; uma guerra civil com responsabilidades também”.

“18 anos depois, um momento de grande esperança, os acordos de Bicesse trouxeram de facto novo sonho, de uma Angola plural, uma Angola democrática; o fim de um período também de partido único, um período de liberdades; mas, de pouca duração, infelizmente seguido de uma nova guerra longa. Então, nós temos aqui um período de guerra, e hoje já felizmente um período longo de paz. 18 anos de paz não são pouco anos, e eu sou daqueles que afirma muitas vezes, felizmente fizemos esta paz”, afirmou o responsável político.

Adalberto Costa Júnior disse que, tivemos no início e numa parte bastante substantiva destes anos de paz, muitas disponibilidades financeiras e, portanto, nós hoje não podemos dar-nos ao luxo e a irresponsabilidade de atirar para guerra as causas todas, do diagnóstico extremamente desagradável que temos, de um país onde os aspectos da pobreza são galopantes, aumentam todos os dias; de um país que não se soube construir; não construiu infra-estruturas, apesar da quantidade extraordinária das reservas estratégicas.

Para o Líder da UNITA, “Este país teve um assalto, completamente. Há quem fale de corrupção e há quem diga não: não é corrupção, foi um roubo descarado às riquezas deste país”.

Analisando as manifestações da sociedade civil, dos dias 24 de Outubro e 11 de Novembro em que a população, na sua maioria jovens reivindicou os seus direitos o Presidente da UNITA exortou o governo a tomar bem em consideração este fenómeno.

“Há de facto gerações de angolanos sofredores, com uma grande expectativa, e que hoje claramente estão cansados de esperar. E, este é o grande fenómeno das últimas semanas passadas. A juventude sempre irreverente entendeu ocupar o espaço e protagonizar. E, a juventude veio a público a dizer, não aceitamos mais entregar a terceiros tudo que é o destino das nossas vidas. E, nós temos que tomar bem em consideração este fenómeno. Todos nós, os actores estratégicos em particular; muito em particular quem nos governa”.

Para se evitar qualquer previsível fraude eleitoral nas próximas eleições gerais de 2022, Adalberto Costa Júnior, exigiu reformas constitucionais e das Leis Eleitorais.

“Dizíamos nós, é fundamental fazer um novo Registo Eleitoral. E, porquê que é fundamental, porque a Base dos Cidadãos Maiores tinha sido alvo de um trabalho, de uma peritagem, de uma auditoria, e a auditoria tinha determinado muitos problemas, e eu trago para aqui uma questão que é pública: das eleições de 2017 para as de 2012 tinham desaparecido; desapareceram do ficheiro cerca de 3 milhões de cidadãos, e desapareceram para uma base menor”.

O Líder da UNITA assegurou que a UNITA não vai deixar mal a expectativa que o angolano, o povo angolano a direccionará para governar o país.

“A UNITA tem um compromisso para com o povo angolano, e a UNITA não vai efectivamente deixar mal a expectativa que o angolano, o povo angolano em geral nos direccionará, e de certeza absoluta nós não queremos fazer os caminhos de repetição de algumas dúvidas de ontem”.

Durante o live que serviu também para fazer o balanço do seu primeiro ano de mandato na direcção da UNITA, Adalberto Costa Júnior voltou a defender a urgência da aprovação da lei que institucionaliza as autarquias em Angola, a realização de um novo registo eleitoral.

A Comissão Nacional Eleitoral – CNE dirigida por uma figura sem legitimidade, esteve entre as preocupações levantadas pelo líder da UNITA, para quem uma CNE nas condições em que se apresenta não garante lisura ao processo eleitoral.
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020